<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408</id><updated>2012-02-11T14:22:59.489Z</updated><category term='Rosa Azul'/><category term='Poemas matemáticos'/><category term='Poema'/><category term='Poemas'/><category term='Liberdade'/><category term='Paris'/><category term='Dead inspirations'/><category term='Desabafo'/><title type='text'>Wonderland</title><subtitle type='html'>We are all mad here</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>449</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-523176600389630233</id><published>2012-01-05T19:22:00.000Z</published><updated>2012-01-05T19:22:43.234Z</updated><title type='text'>To be or not to be.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A mãe pos-lhe a mão na cabeça, tocando suavemente os cabelos loiros finos da criança esguia. Era um ritual do qual muitas vezes mais tarde ele se lembraria. A mãe olhou-o e disse-lhe “Um dia vais tocar piano muito bem”. Depois deixava-o ir brincar o dia inteiro pelo areal e pelos bosques cheiros de amoras silvestres. Ele saia de casa de manhã e debaixo da brisa fresca percorria a praia com os seus amigos, caçavam carangueijos e faziam casas nas grutas impregnadas de algas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Só à noite, depois do banho profundo, se juntava à mãe na grande sala que cheirava a maçãs. Ao pé da janela, o piano espreitava-o. Um ano antes, por curiosidade tinha passado as mãos pelas teclas e ficara deslumbrado com a textura e o som do instrumento. Logo ali, ficara amigo do piano. Mas era pequeno demais para permanecer sentado mais do que cinco minutos, por isso limitava-se a ir tocando nas teclas, dar-se ao prazer de sentir aquela textura e ouvir a mãe dizer-lhe que um dia o tocaria a sério. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A paixão dele pelo piano, apaixonou-me a mim. Dois dias depois de o conhecer, deitados na cama, ele confessou-me que sempre tinha querido ser pianista. Quando lhe perguntei porque não era, ele suspirou longamente e puxou a roupa para lhe tapar o corpo nú. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“Não é fácil, nunca cheguei a ter aulas quando era criança e agora vai sendo cada vez mais tarde”. Achei aquela resposta estranha e ao mesmo tempo irremediavelmente atraente, na forma como perpetuava um sonho que pretendia matar pelas próprias mãos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E esse sonho, valia-lhe uma vida dura. Passava pelos sítios sem os adorar, arranjava empregos que o acidificavam por nunca o preencherem e tinha um natural desapontamento para tudo, especialmente pelas pessoas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um dia encontrei-me com ele no seu pequeno apartmento. Perto da janela, o piano permanecia intocável e meio-escondido pela luz do entardecer. Ele sentiu-se desprotegido e levou-me para o quarto; essa foi a primeira vez na vida que senti ciúmes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como quase tudo na sua vida, também o nosso amor teve um fim quase imediato. Ele não sabia estar comigo e eu não sabia estar com um amor que já não era. Da última vez que gritamos, sai a correr com a certeza que era a última vez que via o piano. Ele, ligou-me mais tarde e uns dias depois, sem qualquer réstia de paixão para pôr em cima da mesa, tomamos um café. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Eu, ainda assim, eu conhecia-o bem o suficiente para saber que a vida dele continuava a mesma miséria de sempre. Com os olhos inchados das insónias, ele olhava para mim à espera de um sonho qualquer, pedindo-me uma lanterna para lhe dizer qual era a direcção do túnel. Disse-lhe para dormir. Disse-lhe para procurar ajuda. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“És a minha única ajuda” disse-me ele. Não o levei a sério, até porque sabia que quando não dormia o fatalismo extremo se apoderava dele. “Que queres fazer?” perguntei-lhe. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E ele começou o seu discurso mais uma vez. O discurso que eu tinha ouvido centenas de vezes durante o curto espaço de tempo que estivera mergulhada no seu coração. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“Já consegui juntar mais algum dinheiro. Vou finalmente ter aulas para aprender a tocar”. Não me mexi um milimetro, consegui nem sequer pestanejar. Depois de um longo silêncio em que tentei que ele percebesse como era repetitivo, sem no entanto ser bem sucedida, levantei-me e fui-me embra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No dia seguinte ele voltou a procurar-me. A sua figura andrajosa puxava-me a manga da camisa como um miudo e deixei-o entrar na minha casa, ciente de que não tinha um piano para o acalmar.&amp;nbsp; “Senti saudades” disse-me. Eu continuei sem responder, algo surpreendida. “Porque não falas comigo? Desde ontem que não falas comigo.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ponderei durante alguns segundos mas depois disse-lhe que já não aguentava mais aquele discurso repetitivo dele, sobre um sonho que não planeava cumprir. “Para quê?” disse-lhe. “Aprende de uma vez a tocar piano ou então esquece isso de vez. Tu só gostas da ideia de ser pianista.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Tive a sensação que mesmo que o piano ali estivesse ele teria vergonha de lhe passar as mãos pelas teclas. Não voltei a vê-lo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Hoje, um ano e sete meses depois recebi uma carta sua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“Espero que não te importes que te escreva mais uma vez a falar dum assunto repetitivo. Mas este assunto sou eu, não existe mais nada para além disso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Queria dizer-te que escolhi esquecer a ideia de ser pianista, porque sei (sempre soube) que nunca seria. Sou agora mais honesto para mim próprio e não me alimento de sonhos ridiculos – como tu lhe chamarias”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não sou ainda assim mais feliz. Vendi o piano, e deixei de ter a sua companhia à noite, deixei de poder sentir a textura das teclas. Ainda assim não sou mais feliz, tal como não era dantes.“&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A carta terminava assim. E ao lado vinha um papel oficial, avisando-me que ele falecera. Eram demasiado covardes para escreverem que ele se tinha suicidado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E afinal, era a ideia de ser pianista que lhe salvava a vida.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jcuHZweUSj4/TwX4YWXYSNI/AAAAAAAACS8/SMySc3mxtBE/s1600/Infinit.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-jcuHZweUSj4/TwX4YWXYSNI/AAAAAAAACS8/SMySc3mxtBE/s320/Infinit.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-523176600389630233?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/523176600389630233/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=523176600389630233' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/523176600389630233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/523176600389630233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2012/01/to-be-or-not-to-be.html' title='To be or not to be.'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jcuHZweUSj4/TwX4YWXYSNI/AAAAAAAACS8/SMySc3mxtBE/s72-c/Infinit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-2156605375463500266</id><published>2011-12-16T15:03:00.000Z</published><updated>2011-12-16T15:03:13.917Z</updated><title type='text'>Mas, para todos os efeitos, continuavam inexperientes.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela entrou na sala, mas ele já lá estava. Havia um ruído de fundo que roía como uma traça o background daquela cena. E eles falavam entrecortados, de forma casual, entre as vozes animadas dos outros que por ali andavam. O ruído das vozes impedia-os de ouvirem com nitidez a música que passava na rádio, e que ambos, sem notarem trauteavam com os pés. Até que alguém achou que havia demasiado ruído na sala, e apagou o rádio. No silêncio estreito daquela confusão, a conversa banal entre eles morreu; ouviam o eco das suas próprias vozes. Por isso, pousaram o copo e voltaram para casa, como sempre faziam.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte, a cena repetia-se, monotonamente, sempre com a mesma intensidade frouxa. Estabelecia-se sempre uma conversa causal que não significava nada sem que no entanto, eles se sentissem desconfortáveis. Ela falava um pouco sobre o tempo, sobre as greves da semana, a chatice de ter que ficar até mais tarde no trabalho. Ele falava do bom que era almoçar sem falar de trabalho, falava das férias do Verão e dos livros de banda desenhada. E aceitavam naturalmente esse limite da sua relação – não se pode amar toda a gente. E mantiveram-se casualmente assim por semanas indeferidas, num mar plano e doce, sem que existissem ondas ou tremores. Boiavam um no outro. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um dia, porém, ele entrou na sala e ela estava a falar sobre o seu baixo. Casualmente, como sempre, ele disse-lhe que também tocava baixo. “Ah, então também gostas de ouvir o que escorre por detrás das músicas?”Ficaram mais do que o costume a trocar várias impressões sobre isso, sem que no entanto, se sentissem subitamente apaixonados um pelo outro. No fim, ele disse “ devíamos experimentar tocar essa música que tu gostas. Eu também sei tocar guitarra, podemos experimentar”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela aceitou de imediato, porque a fascinava aquela simbiose da música partilhada. Tentara algumas vezes, sem muito sucesso. Há sempre muitos sapos a beijar no caminho – fora uma lição que lhe ficara desde pequena. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte, perante uma audiência curiosa eles sentaram-se frente a frente. Antes de começarem, avisaram que eram ambos inexperientes. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Depois as luzes fecharam-se e ela começou a tocar, sentindo-se estranhamente nervosa. Devagar, sem entrar na música, ele começou lentamente a despi-la. Beijou-lhe o pescoço que oscilava naquele tom grave e profundo que só o baixo capta. A audiência perdeu a respiração e congelou-se. A luz baça pousava-se apenas nela e ele continuou de forma sensual a tocar-lhe todas partes do corpo. Há medida que aquele prazer lhe preenchia o corpo, de olhos fechados, a linha de baixo foi ficando mais intensa. E num pequeno clímax, ela abriu os olhos e olhou-o fulminantemente. Ele tirou a camisa que lhe faltava e a guitarra entrou na música. Primeiro devagar, completando aqueles pequenos espaços de som vibrante, depois mais depressa, estendendo-se numa melodia ousada que aumentava as notas dela. E ela gritava, no seu tom baixo, a seu tempo enquanto ele ia acrescentado pedaços irregulares daquele amor que faziam em conjunto. Olhavam-se agora de forma provocatória e simbiótica, enquanto a guitarra se tornava cada vez mais forte, cada vez mais poderosa, sem nunca ameaçar, no entanto, a beleza dos sons repetidos que ela deixava escapar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E presos àquela inevitável paixão, conjugaram-se ambos para o mesmo fim. Com a mesma força, a guitarra chegou ás mesmas notas do baixo, tocavam agora a mesma melodia; encontraram-se e os seus corpos misturavam-se num prazer demorado e intenso que fazia corar a audiência. Quando a música atingiu o seu auge, eles atingiram o orgasmo mais violento que haviam experimentado: o Amor explodiu e desfragmentou-se em pequenas ondas de prazer que os electrizaram, muito para além de terem desligado os amplificadores. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando a última onda de som abandonou a sala, a audiência, envergonhada, aplaudiu timidamente. Outros saíram simplesmente da sala. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eles vestiram-se, pegaram nos instrumentos e saíram da sala sem trocarem uma palavra. Nunca pensaram, um dia, casualmente fazerem sexo em público. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AXfg1FZis00/Tutdh6NmRZI/AAAAAAAACSw/dNvBy_o-vjs/s1600/Baixo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-AXfg1FZis00/Tutdh6NmRZI/AAAAAAAACSw/dNvBy_o-vjs/s320/Baixo.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-2156605375463500266?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/2156605375463500266/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=2156605375463500266' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2156605375463500266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2156605375463500266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/12/mas-para-todos-os-efeitos-continuavam.html' title='Mas, para todos os efeitos, continuavam inexperientes.'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AXfg1FZis00/Tutdh6NmRZI/AAAAAAAACSw/dNvBy_o-vjs/s72-c/Baixo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-8221942002654050993</id><published>2011-12-15T19:34:00.002Z</published><updated>2011-12-15T19:34:46.134Z</updated><title type='text'>Devolva-me</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Foi ás cinco e cinco da tarde que voltei a entrar no meu apartamento. A tarde era uma chuva miúda, a escorrer por entre um dedilhar triste de guitarra. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele tinha ficado preso à cadeira do café onde nos costumávamos encontrar há alguns meses atrás, quando estávamos terrivelmente apaixonados um pelo outro, mas nenhum de nós o dizia. Hoje, pouco disséramos, e faláramos tanto. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sete dias atrás, ele procurara-me, e sem qualquer discurso prévio, disse que me tinha traído. Os seus olhos encheram-se de lágrimas que nunca chegaram a cair. A tarde era de chuva miúda como a de hoje, mas a guitarra ainda não tocava. Felizmente, eu estava sentada, se não teria sido eu a cair e eventualmente salvo algumas lágrimas que se espalhassem pelo chão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fora uma frase curta e dita com pouca respiração, o libertar de uma bolha que lhe começara a crescer e com a qual, ele afinal, não sabia viver. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As minhas bolhas, dentro dos meus pulmões ficaram subitamente caladas. Uma névoa de vazio invadiu a minha respiração, como se a cada segundo procurasse uma “não pergunta” para ouvir uma “não reposta”. Senti, como um fio que se corta, a nossa intimidade a fugir-me das mãos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sempre pensei que se isto acontecesse um dia, eu poderia finalmente atirar-lhe um vaso, como nos filmes. Mas percebi que isso acontece a quem tem força para pegar no vaso e eu não tinha. Seria preciso talvez actuar aquela cena muitas vezes, para sentir a adrenalina de lhe esmagar a cabeça numa porcelana, e eu era só uma amadora a subir ao palco pela primeira vez. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele perguntou-me se eu o podia perdoar. Disse-o sentidamente, sem referir pormenores e acrescentou que continuaria a amar-me, mesmo que eu não o perdoasse. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas nessa altura a guitarra começou a fazer-se ouvir e senti ao longe uma janela aberta, de onde se escapava um pássaro. Pedi licença, afastei os vasos delicadamente do caminho e fui embora, pedindo exageradamente desculpa a todas as pessoas que encontrava no caminho. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando fiquei sozinha, abateu-se uma tristeza sobre mim e mais tarde nessa noite uma necessidade de vingança. Sempre pensei durante o tempo em que estivéramos juntos, que não tínhamos uma relação – estávamos simplesmente apaixonados. Pela primeira vez perguntei-me quando é aquilo tinha acontecido, quando e com quem. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte quando uma amiga passou pelo meu apartamento e me perguntou se estava tudo bem, menti-lhe envergonhada com o facto de ter estado apaixonada tão profundamente com alguém que me traíra. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não fazia diferença se ela sabia, mas fazia diferença que fosse eu quem lhe dissesse. Era como se eu fosse uma mulher muçulmana, a pedir desculpa por ter sido violada. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Talvez ela soubesse, pensei eu quando ela se foi embora. Se calhar só tinha vindo para me consolar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todo o apartamento me falava dele, toda a minha vida me falava dele. Agora sem ele, teria que redecorar tudo, desde os objectos que estavam em cima da estante à minha pele. Que faria eu com as minhas memórias falsas? Oh, mas não são falsas, era o que ele me diria, que fui tudo um erro. Um terrível engano do momento, uma tentação espontânea, e que afinal somos todos humanos. Mas era a mim que me doía continuamente e de repente pus-me a relembrar qualquer oportunidade que tivera de o trair. E dei por mim a lamentá-la. Devia ser mais humana, pensei eu. Devia cometer mais erros e amar mais. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje no café fora isso exactamente que ele me dissera. Que me contara para que pudesse confiar nele uma outra vez. E que esperava que eu o conseguisse perdoar, porque ele não imaginava a vida sem mim. E antes que ele pudesse terminar a frase em que me dizia que eu era bem melhor que a rapariga com quem tinha estado, respondi-lhe que eu não sabia o que era perdoar. Ele olhou-me confuso. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A não ser que haja perdão por esta vergonha que sinto, terminei eu. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Foi um erro, disse-me ele novamente, quase desesperado. Eu sei, disse-lhe sinceramente. E tu és humano, como todos. Ele anuiu, com as lágrimas finalmente expostas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu também quero ser, disse-lhe. Ele olhou-me espantado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por isso, hoje, não compreendo, só sinto. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XGaEQOaVzZI/TupLrVtZxEI/AAAAAAAACSo/IeLMchjLntw/s1600/5340678926_6d0b78d2d8_b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-XGaEQOaVzZI/TupLrVtZxEI/AAAAAAAACSo/IeLMchjLntw/s320/5340678926_6d0b78d2d8_b.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-8221942002654050993?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/8221942002654050993/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=8221942002654050993' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8221942002654050993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8221942002654050993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/12/devolva-me.html' title='Devolva-me'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XGaEQOaVzZI/TupLrVtZxEI/AAAAAAAACSo/IeLMchjLntw/s72-c/5340678926_6d0b78d2d8_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-887820707667018940</id><published>2011-10-28T14:35:00.000+01:00</published><updated>2011-10-28T14:35:15.967+01:00</updated><title type='text'>Os Fosforos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Acende-se um cigarro no lugar onde costumava ter a boca, os rumores adiantam que j&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; n&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;o tenho corac&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;o. Sempre quis ser o Espantalho, e acabei como o Homem de Lata.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um dia houve em que parada na estac&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;o de comboios troquei meia duzia de palavras com uma velha que vendia pensos r&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;pidos a cinco vezes menos do que eles custavam. Estava um dia de chuva, sem chover e eu a reparar nos pormenores. Que inferno! – esta minha mania.&amp;nbsp; Ela tinha um tornozelo ligado e a pele enrugada estava cheia de pequenos pontos altos, enregelados. Ficamos as duas a trocar palavras pequenas enquanto ela me passava os pensos que lhe comprei por o triplo do que eles custam. Nao sei porque fiz isso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas fiz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E foi ai que ela se agarrou a mim e come&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ou a chorar. E percebi – que Inferno outra vez! – que era agora que a verdadeira esmola saia do meu bolso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando o comboio chegou, ambas direitas na passadeira olhamos em frente. Eu em sil&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ê&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ncio, ela com a&amp;nbsp; voz elevada a pedir que Deus me abencoasse pela minha bondade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando me sentei no lugar soturno da janela cinzenta do comboio, tive vontade de vomitar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Aquela &amp;nbsp;crian&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;a contava os trocos para comer uma sandes de fiambre na hora de almo&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;o. L&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; fora chovia a s&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;rio, agua suja como aquela que enchia o copo. E que empurrava o p&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;o para baixo, quando j&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; nao sobrava dinheiro para mais nada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sentada nas escadas, comia em sil&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ê&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ncio. Chegava-lhe o cheiro do cinzento do c&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;u e das paredes da escola. E dos risos podres &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;à&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; sua volta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“Era a pobreza a chegar” – pensava. “Espero que se fique pelos meus bolsos.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Cansada de ter pena de si mesma, ia para casa ler a Menina dos F&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ó&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;sforos. Mas aquela insuportavel mania impressionista gravava-lhe na mem&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ó&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ria a imagem dos p&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;s gelados e azuis da menina, arrastados pela neve branca ; e o desespero silencioso congelado em clarões luminosos de segundos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E Invariavelmente, acabava a vomitar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qNaor8Fwtx8/Tqqu14aMVxI/AAAAAAAABx8/vNSqZ_rKMoA/s1600/Menina+dos+fosforos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-qNaor8Fwtx8/Tqqu14aMVxI/AAAAAAAABx8/vNSqZ_rKMoA/s320/Menina+dos+fosforos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-887820707667018940?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/887820707667018940/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=887820707667018940' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/887820707667018940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/887820707667018940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/10/os-fosforos.html' title='Os Fosforos'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qNaor8Fwtx8/Tqqu14aMVxI/AAAAAAAABx8/vNSqZ_rKMoA/s72-c/Menina+dos+fosforos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-8642288313334118205</id><published>2011-09-23T21:37:00.000+01:00</published><updated>2011-09-23T21:37:23.696+01:00</updated><title type='text'>True to His Own Spirit</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estas ocasiões sempre me deixaram nervosa. Uma vez mais, de janela aberta, estava eu a olhar o espelho e através dele o vestido que repousava na minha cama, impecável. Através do espelho, até parecia bonito. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Era em tudo, um vestido bonito, muito delgado e de um azul-marinho escuro. As linhas eram direitas e subtis, cheias de uma delicadeza marcante. Era em tudo, um vestido bonito. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Exceptuando que não era o meu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Adiei o tempo, fumando um cigarro à janela de costas para o espelho. O que eu queria mesmo era escapar àquele casamento. Apetecia-me pegar no vestido e ir com ele para a praia, onde ele era apenas bonito, e eu era apenas uma pessoa. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lá em baixo na sala, estavam à minha espera – eu já o sabia – os elogios e os sorrisos de manteiga, prontos a integrar-me num ambiente fácil e volátil.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E logo eu que não acreditava em elogios nem tão pouco em Amor. E logo eu, que não acreditava em nada a não ser em mim própria. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O meu irmão apareceu à porta do quarto e disse –me: “Não tornes as coisas sempre difíceis. É só um vestido e até te fica bem. Veste-o e vem divertir-te connosco”. Ele desapareceu antes que eu pudesse responder. Até porque ele sabia a resposta. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tirei um outro cigarro, fechei a porta com algum estrondo e senti uma irritação chegar-se às minhas bochechas inflamadas. Atirei com o vestido ao chão e decidi que não iria a casamento algum, aturar crianças de choro fácil e adultos prontos a beberem para esquecerem os seus próprios casamentos. A realidade era tão transparente que a ideia de por um vestido bonito para tapar tudo aquilo me pareceu insuportável de mais. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A realidade era tão feia como as pessoas e os sítios. Atravessei a casa sem ninguém dar por mim e sai pela porta do fundo. Caminhei até ao mar, e por ali fiquei a ver as ondas e ouvir o vento zumbir-me aos ouvidos que estava sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao ondular nas dunas frias de fim de tarde completamente à deriva e com um peso morto no lugar onde antes costumava estar o meu coração, dei-me conta que a solidão estava mais comigo do que eu própria. Como um relógio cujo tic-tac era audível até quando eu dormia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Reparei por isso numa rapariga mais velha que sentada num estrado de madeira lia um livro, apesar do vento irregular que lhe levantava as páginas. Quando me aproximei, reparei que ela não era tão nova quanto me parecera ao longe. Estendeu-me um cigarro e disse-me “ Que estás aqui a fazer? Não devias estar a aproveitar este fim de noite?” Usualmente, esta teria sido a frase que me faria deixar a conversa imediatamente, mas desta vez sentei-me e disse-lhe “ Estou a aproveitá-la”. Ela forçou um sorriso que nada tinha de elogioso. “Parece-me que estás mais a desperdiçar as oportunidades da vida. Que esperas encontrar aqui nesta praia deserta?”. As ondas, o som o mar, esta pequena liberdade de ser tudo – pensei eu. “ A minha solidão” respondi-lhe envergonhada. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela fechou o livro meio impaciente e olhou-me de alto a baixo, num misto de compaixão e fúria que nunca tinha sentido antes. “As pessoas não estão aqui nesta praia. A vida não está aqui, está lá fora. As vidas dos livros são para os velhos”. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Senti um nó profundo na minha garganta e pela primeira vez em anos achei que as lágrimas me iam saltar dos olhos. Fiz um esforço hercúleo para que isso não acontecesse e a minha garganta continuou silenciosa. Sentia que tudo aquilo era demais para mim como um cruzamento demasiado caótico onde eu era forçada a escolher um caminho ou a ser pisada pelos que me seguiam de perto. Quando me levantei, estava em mim um desespero tão grande que a ideia de o afogar naquelas ondas me pareceu verdadeiramente plausível. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando cheguei a casa, já não estava lá ninguém. Devagar subi as escadas, vesti o vestido azul-marinho, maquilhei-me e juntei-me à festa do casamento. O meu irmão guardara-me um lugar na mesa do jantar e quando chegamos à sobremesa era como se eu estivesse lá estado desde sempre. As bebidas iam e vinham, a música barata fazia-me trautear o pé e considerei até ir dançar um pouco. Afinal eu até era capaz de me enganar, e o meu vestido enganava muito bem. Quando o terceiro rapaz me convidou para dançar, eu dirigi-me à casa de banho, e olhei-me longamente ao espelho: o vestido ficava-me bem. O rapaz esperava-me no fim das escadas e eu disse-lhe “Podemos ir”. Ele voltou-se espantado e reparei que não o era o mesmo que me tinha convidado para dançar. Era incrivelmente bonito e naquele pequeno gelo em que me quedei por os ter confundido reparei que ele estava simplesmente vestido com umas calças pretas e uma camisa que esvoaçava. Timidamente disse-me “não gosto de dançar, desculpa”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Confundi-te com outra pessoa, peço desculpa”. A minha pose tinha desaparecido e senti-me patética naquele vestido que me afastava de mim. O que mais me custou foi o olhar vago que ele me lançou. E como eu conhecia aquele olhar, era o meu olhar. Não sabendo bem como, eu tinha voado para o corpo daquele rapaz e ele olhava-me como um espelho. E quando ia tentar salvar-me daquele afogamento, o meu par voltou no seu fato impecável e no seu sorriso brilhante. Ofereceu-me o braço, apontando-me como um deles. Antes de me juntar a ele olhei o rapaz uma vez mais e disse-lhe “podes juntar-te a nós, vem lá para dentro”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas ele já ia no caminho oposto e a última coisa que lhe ouvi foi “ Apetece-me antes ir ver a praia”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não voltei a falar com ele. A meio da noite, quando tudo aquilo era demasiado insuportável para mim, despedi-me e fui a pé para casa, descalça e nua de mim mesma. No caminho, senti o perfume das dunas e ondulei-me por ali uma vez mais. Sem surpresa, vi a silhueta dele, sentado na areia. A lua ia alta e iluminava de forma bela a rapariga que lhe fazia companhia, enroscada numa manta velha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dcP-iRvuAzU/Tnzt6yYSOmI/AAAAAAAABv4/lv_9YNax430/s1600/4335479768_b879019484_b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://3.bp.blogspot.com/-dcP-iRvuAzU/Tnzt6yYSOmI/AAAAAAAABv4/lv_9YNax430/s320/4335479768_b879019484_b.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-8642288313334118205?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/8642288313334118205/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=8642288313334118205' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8642288313334118205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8642288313334118205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/09/true-to-his-own-spirit.html' title='True to His Own Spirit'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dcP-iRvuAzU/Tnzt6yYSOmI/AAAAAAAABv4/lv_9YNax430/s72-c/4335479768_b879019484_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6460651259645765976</id><published>2011-09-11T12:38:00.000+01:00</published><updated>2011-09-11T12:38:51.378+01:00</updated><title type='text'>O Passado é inútil como um trapo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O Beijo. Acordou silenciosamente, tremendo. Era tão reprimido quanto isso. O soalho de madeira estava impecavelmente liso, espalmado pelo luar que inundava o quarto inteiro. Ela dormia na cama de dossel solitária encostada ás almofadas frescas de tecido branco e fresco. Como a sua pele, a sua vida e a sua casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sem fazer barulho, habituado como um gato a caminhar de veludo, desceu as escadas, passou pelo salão e abriu a porta do jardim. Dali, via-se a cidade longínqua e luminosa atravessada por um rio de planície verde.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O jardim não tinha cadeiras e por isso ele caminhou pela sua relva cortada até à pequena vedação que o separava do mundo. Quando lá chegou, ligou-me.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Sonhei com ela outra vez”. Eram três da manhã, mas como sempre eu não conseguia dormir. Quando o telefone tocou eu já sabia que era ele. De tempos a tempos acontecia-lhe. E de forma casual, respondi-lhe o que sempre lhe dizia: “Amanhã tens de procurá-la.” Como se eu soubesse o remédio que ele precisava. Como se ele tivesse uma doença crónica, que nunca se curava mas era atenuada sempre da mesma maneira. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Houve um silêncio leve na chamada, enquanto eu imaginava o cigarro que ele puxara do bolso, apesar de saber que ele não fumava, assim como o sentia a vaguear à deriva pelo jardim, apesar de saber que estava encostado à vedação e olhava hipnotizado os pontinhos vermelhos e verdes do horizonte. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“ E se ela não é como eu me lembro? E se ela me rejeita?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já perdera a conta das vezes que esta conversa se instalara entre nós. E sobretudo, eu sabia o que era esse inútil trapo que é o passado. Ele injectava-se com falta de memória; eu sofria. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Procura-a amanhã. Tem que ser”. E desliguei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte, quando acordou, atirou com os lençóis para trás, espreguiçou-se longamente deixando o corpo provar todo o seu entusiasmo. O sol fraco escapava pela fresta da janela de madeira iluminando-lhe as pupilas sem o magoar. Ao pequeno-almoço, ligou-me de novo “Vou procurá-la agora. Á livraria onde ela trabalhava”. Parecia-me tão feliz, que quando desliguei a chamada não pude evitar sentir um golpe profundo de dentro para fora. As minhas entranhas esfaqueavam-me e o resultado era um sangue coagulado ao contrário.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enquanto o imaginava a escolher a roupa e a acalmar as borboletas que lhe comiam o estômago, decidi ir dar um passeio de bicicleta, como fazia quando era pequena. Meia hora depois, com os braços abertos e o vento a insuflar a minha camisola tinha revivido a história dele – outra vez. Aquela rapariga perfeita, que por entre tantas que ele tinha conhecido, permanecera imaculável nos seus quinze anos. Ele contara-me as horas que passaram no sótão da casa dela, isolados do mundo pelos telhados baixos e a luz castanha filtrada pelas clarabóias mal lavadas. Nesse tempo, o estômago dele estava sempre revirado, acordava a meio da noite estupidamente feliz e apavorado ao mesmo tempo. Lembra-se, disse-me ele, de ter pena de morrer. Ás vezes ficavam deitados no sótão, estendidos em tapetes velhos. Ele via-a por entre as bolhas de sabão enquanto lá fora chovia e o perfume inundava o ar. Falavam das perguntas difíceis e desse futuro que tardava a esperar por eles. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por isso ela cheirava a chuva e o futuro cheirava a ela. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Com as botas enlameadas e as bochechas vermelhas do calor, desci da bicicleta e sentei-me à beira do ribeiro. Ameaçava chover e pensei que talvez desta vez ele estivesse com ela, como nos filmes. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas nem cinco minutos passados, e ouvi passos atrás de mim. Vinha ao meu encontro, ao sítio onde nos encontrávamos sempre. Sentou-se calmo e disse-me o mesmo de sempre “Ela já não se lembra de mim”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Abracei-o e depois ficamos os dois a ver a água fluir enquanto as nuvens se encavalitavam e tornavam o ar irrespirável. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele precisava de sentir o estômago ás voltas de vez em quando, para sentir que estava vivo. Eu precisava de o ver fazer isso, para saber que não valia a pena. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-V58n_XmwUfU/TmydELjeG-I/AAAAAAAABvw/-GQ9XZAPcOs/s1600/O+passado+%25C3%25A9+until+como+um+trapo.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="280" src="http://3.bp.blogspot.com/-V58n_XmwUfU/TmydELjeG-I/AAAAAAAABvw/-GQ9XZAPcOs/s320/O+passado+%25C3%25A9+until+como+um+trapo.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6460651259645765976?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6460651259645765976/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6460651259645765976' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6460651259645765976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6460651259645765976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/09/o-passado-e-inutil-como-um-trapo.html' title='O Passado é inútil como um trapo'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-V58n_XmwUfU/TmydELjeG-I/AAAAAAAABvw/-GQ9XZAPcOs/s72-c/O+passado+%25C3%25A9+until+como+um+trapo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-2377776727539133896</id><published>2011-09-05T16:35:00.000+01:00</published><updated>2011-09-05T16:35:01.783+01:00</updated><title type='text'>Saudades dos Homens</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Que vida tão complicada. Oito horas de sono, oito horas de trabalho inflexível, oito horas esquartejadas entre o aspirar meticuloso da casa, o engomar das camisas com as dobras impecáveis e o lavar da roupa. Quente e fria. Branca e preta. Sintética e de Lã. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Ao fim do dia, apenas aquela refeição equilibrada, com verduras da mercearia, carne do talho a quem se garantiu a qualidade do material e fruta na porção exacta de açúcar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Que complicação, tento dizer-te da mesa onde estou sentada a beber o meu café. O mundo não acaba se juntares a roupa preta com a roupa branca. Alias, na verdade é exactamente o mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Já experimentaste tirar uma folga para te apaixonares? Ela diz que sim, que se apaixona quando ao fim do dia ainda tem meia hora para gastar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Levanto-me da mesa e apercebo-me que tenho saudades dos homens.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-2377776727539133896?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/2377776727539133896/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=2377776727539133896' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2377776727539133896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2377776727539133896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/09/saudades-dos-homens.html' title='Saudades dos Homens'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6303042171123829218</id><published>2011-03-03T00:06:00.002Z</published><updated>2011-03-03T00:06:51.167Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;CLOSED - Blog (temporariamente) Fechado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6303042171123829218?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6303042171123829218/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6303042171123829218' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6303042171123829218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6303042171123829218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/03/closed-blog-temporariamente-fechado.html' title=''/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6386088257135686072</id><published>2011-03-01T13:52:00.001Z</published><updated>2011-03-01T13:53:19.277Z</updated><title type='text'>Antagonismo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Se é verdade que a vida é o que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;queremos dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Se é verdade que o sal é o acucar que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;desejamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Entao onde esta esse espelho que persigo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;ate quando sonho; ate quando bebo um café &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;à esplanada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Onde esta esse quadro surrealista, onde me desejas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;na intercção geometrica da minha boca com as tuas mãos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Esse borrão de cor, um vermelho de paixão violento que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;até envergonha as aguarelas? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Onde esta a desordem do mundo e a claridade &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;dum sexo sem sentimentos? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A pele so como pele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A carne como carne que &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;é. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Invarialmente, a resposta surge no impressionismo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;do meu Amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Porque ha demasiado vento no meu olhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E as minhas mãos perdem-se na tua voz, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Antes de ouvirem o que o teu corpo tem para&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;me gritar&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6386088257135686072?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6386088257135686072/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6386088257135686072' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6386088257135686072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6386088257135686072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/03/antagonismo.html' title='Antagonismo'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-8923255554717595125</id><published>2011-02-22T21:19:00.000Z</published><updated>2011-02-22T21:19:10.933Z</updated><title type='text'>Some Kind of Monster</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Am I some kind of monster?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ensinam-nos na escola que o Monstro é aquele ser devasso e horrendo. Acorrentador de consciencias. Que o Monstro é o vilão e que a maldade lhe nasceu como nos nasce o Amor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mas a minha consciencia estava acorrentada à Liberdade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Am I some kind of monster?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;E eu sempre lutei contra esses acorrentadores de monstros. Pobres almas fechadas numa aparencia pestilenta. Presos naquela necessidade ancestral de que é preciso um vilao. Porque sem viloes nao há herois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Am I some kind of monster?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;E Amo os Monstros como nao amo as pessoas. Ha quem prefira os animais. Outros preferem as pedras. Eu sempre perdi o coracão por Monstros. Eles sempre deram o coracão por mim, Eu sempre fui a razão pela qual eles matam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Am I some kind of monster?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mas de quando em vez, o vento sopra. E eu vou com o vento, acorrentada à minha Liberdade. E há um monstro que chora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Na suavidade da noite, o machado perde a fogosidade da Morte. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Am I a person? Or just some kind of monster?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-8923255554717595125?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/8923255554717595125/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=8923255554717595125' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8923255554717595125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8923255554717595125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/02/some-kind-of-monster.html' title='Some Kind of Monster'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-7730464452874865773</id><published>2011-02-15T00:17:00.000Z</published><updated>2011-02-15T00:17:56.966Z</updated><title type='text'>Nao ha vida sem Amor.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_aZmXvNwx4G8/TScBQ7lMj1I/AAAAAAAAAaE/XaKotmU7m0A/s1600/A+Espada+Era+a+Lei+4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="227" src="http://4.bp.blogspot.com/_aZmXvNwx4G8/TScBQ7lMj1I/AAAAAAAAAaE/XaKotmU7m0A/s320/A+Espada+Era+a+Lei+4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;“Ele é ele. E ela é ela.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Para que fazer do amor uma invencão dos tempos modernos? E de nós maquinas compreensivas capazes de perdoar? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Hoje o amor serve-se com doses de adrenalina curtas. Quando acaba, despegamos uma mão de um corpo e ligamos a outro. Quando acaba. A pessoa que estava na nossa cama, passa a estar na outra, ali a outra do lado. E nos levantamo-nos, compreendemos que o amor acabou e lavamos os dentes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;E em cima da mesa estao dois comprimidos: um para o amor, outro para a vida. E cheios de nós, tomamos a vida para poder amar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Quem me dera dizer-te que nao sou um esquilo como tu. Que o teu amor é tao falso como a minha pele que pedi emprestada para poder espreitar o teu mundo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Se ao menos compreendesses. Abro-te a boca devagar, sem que percebas e deposito-te a vida no estomago, porque nao quero que sofras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mas tu nao és hipocrita como eu. E porque me amas, vomitas para cima de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nao ha Vida sem Amor. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-7730464452874865773?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/7730464452874865773/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=7730464452874865773' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7730464452874865773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7730464452874865773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/02/nao-ha-vida-sem-amor.html' title='Nao ha vida sem Amor.'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_aZmXvNwx4G8/TScBQ7lMj1I/AAAAAAAAAaE/XaKotmU7m0A/s72-c/A+Espada+Era+a+Lei+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5295005178761670993</id><published>2011-02-02T21:43:00.003Z</published><updated>2011-02-02T21:48:56.437Z</updated><title type='text'>O Cavaleiro da Dinamarca</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Era alto forte e loiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;tão loiro que envergonhava o sol&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;no seu sorriso sentia-se a tristeza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;nos seus olhos lia-se a alma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;(lia-se a alma ou o coração?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;o coração batia na alma,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;alma grande que cabia no coração!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;estendeu-me a mão que eu agarrei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;admitindo o medo de fracassar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;e ele ajudou-me silenciosamente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;não deixando apenas, a solidão ganhar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Sabia que ele tinha vindo de longe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;sabia-o porque ele me viu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;quem está perto de mim não me vê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;E eu via-o porque ele estava longe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;e sabia que ele se ia embora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;se não, ficava perto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nunca soube o seu nome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;e apesar de não ter uma espada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;salvou-me, vindo do nada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;o Cavaleiro da Dinamarca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;(Alice - 2000)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5295005178761670993?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5295005178761670993/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5295005178761670993' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5295005178761670993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5295005178761670993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/02/o-cavaleiro-da-dinamarca.html' title='O Cavaleiro da Dinamarca'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6175237068767951487</id><published>2011-01-31T19:30:00.001Z</published><updated>2011-01-31T19:32:35.244Z</updated><title type='text'>O Fim da Monogamia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;Que pessoa desarrumada eu sou! Sempre a minha roupa espalhada pelo chão. Sempre a pôr as coisas erradas nas gavetas erradas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tu a dizeres que o casamento se deve guardar como deve ser. Que se deve arrumar todos os dias, dobrar decentemente como uma camisola. Que perfuma o ar, como te perfuma a ti. Um ser limpo de sentimentos tratados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu sempre gostei da minha roupa, nao da forma como a trato. E, sejamos sinceros: nao preciso dela limpa, preferi sempre o perfume da noite e os últimos restos de vida que por ali ficam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, se queres construir uma relação, nao lhe chames Amor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque Amor nao se cuida, nem se trata nem se retira da monotonia dum sexo interminável a dois. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aonde tu guardas o Amor, eu guardo o Sexo de Amizade. Onde guardas a Amizade, eu nao guardo nada. Onde tu nao pões nada, ponho eu a Amizade. Esses eternos espaços vazios da casa, preechidos pelas frestas de luz dancante. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos um problema de arrumação, temos efectivamente um problema de etiquetagem de gavetas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu sou quem mais sofro, quando chego a casa a horas de jantar e tropeco nas cuecas que deixei no chão da cozinha. Que merda, penso tantas vezes, nao era aqui que eu queria viver. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que bom seria chegar a casa e ter a loiça limpa e entrar num duche, onde as toalhas cheiram a maresia – o perfume que compraste no supermercado do bairro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que bom seria, chegar a casa e ter-te na cama, saber que ali se deita um abraço para os meus ombros mutilados com a permanente tatuagem da morte. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas sexo algum se mantém por companhia. E por isso, com os pés presos nas peças de roupa espalhadas e as mãos gordurosas da banca da cozinha que nunca limpo, lembro-me do tempo que gastas a arrumar pateticamente as camisolas nas diferentes prateleiras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia, vais-te ver a arranjar solucões novas, para acender a chama que se foi esfriando e encontraras mais uma pessoa na tua cama. Esse menage a trois excitante que te lembra que a vida ainda vale a pena – e ao menos podes continuar a planear férias e a fumar à janela com aquela que escolheste para a vida toda. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque afinal, o Amor nao dura para sempre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas isso nao é Amor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez devesses ser monogâmico a espacos desconexos. Mas isso era ter a casa toda desarrumada e tu nao consegues viver sozinho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu prefiro Amar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6175237068767951487?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6175237068767951487/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6175237068767951487' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6175237068767951487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6175237068767951487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/01/o-fim-da-monogamia.html' title='O Fim da Monogamia'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-3516089841707249464</id><published>2011-01-24T17:01:00.001Z</published><updated>2011-01-24T17:03:05.970Z</updated><title type='text'>A menina dos Fósforos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A porta fechou-se contigo e levou a luz atrás. Como se as lâmpadas tivessem sido sugadas pelo saco que se arrastava na tua mão. E foi a ultima coisa que vi, nesse breve clarão de luminosidade, antes da porta ter assente no trinco e o som ter ecoado na caverna do meu corpo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Era Inverno, em Svalbard. E na minha pequena casa enterrada em neve, a luz do sol chegava durante uns magros minutos que batiam no relógio de cada dia. Mas os meus olhos já estavam tão habituados à escuridão que aquela pequena franja de radiação difusa que clareava o ar por entre a camada espessa de nuvens, me fazia arder as pálpebras. Na maioria dos dias, nem sequer acertava com essa hora de luz, a dormir enroscada nas mantas quentes e na beira da lareira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Deixaste-me uma caixa de fósforos em cima da mesa. E eu que nem precisava deles. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um dia, enterrada na escuridão do mundo, resolvi acender um e vê-lo prontamente morrer-me nas mãos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Passei a usá-los para desenhar amores. Amores que minguavam e se extinguiam até se misturarem com a escuridão do presente e a humidade do musgo que me ia crescendo no coração. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E foi quando finalmente a caixa acabou e o Inverno descongelou as árvores e as plantas, que eu saí da manta velha e carcomida, despeguei as minhas pálpebras coladas e que me afundei serenamente no lago que banhava as traseiras da minha casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Porque nunca tu exististe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Foi só um fósforo esquecido no chão que criou uma ilusão a que eu chamava de vida. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-3516089841707249464?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/3516089841707249464/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=3516089841707249464' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3516089841707249464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3516089841707249464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/01/matrix.html' title='A menina dos Fósforos'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-1129183161290342047</id><published>2011-01-12T21:01:00.001Z</published><updated>2011-01-12T21:04:05.439Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Medo</title><content type='html'>Não pares o meu medo&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ou as minhas lágrimas&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ou a minha estúpida forma de nunca&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;viver o dia-a-dia para não &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;ir emagrecendo &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;nos sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não me digas que tenho de me&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;habituar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A resignação é o chá das cinco&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;dos frustrados. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E eu nunca quis morrer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por isso não estrangules o meu amor&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Com o entendimento &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;da tua ausência. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Porque Amor é nunca compreender o vazio&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Do teu lugar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E nunca morrer de letargia controlada:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um qualquer comprimido que inventaram&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;para fazer do amor uma relação. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Inspirado em Jacques Brel e nas suas considerações sobre o medo.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-1129183161290342047?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/1129183161290342047/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=1129183161290342047' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1129183161290342047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1129183161290342047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/01/medo.html' title='Medo'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-3567635193831202731</id><published>2011-01-01T19:06:00.000Z</published><updated>2011-01-01T19:06:06.522Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><title type='text'>Retrospectiva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;“Não penses demais – disse-me ele tanta vez”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numero dois da rua. Estava à porta do prédio, em Hotel de Ville. Paris. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Íamos de mãos dadas pela rua, o tempo frio arrefecia os corações mais fracos e a neve espreitava por entre as nuvens, pronta a descer sobre nós. Quando de repente paramos à frente daquele prédio antigo, de arquitectura parisiense onde há algum tempo atrás eu passara uma noite fugaz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa noite, bebera demais naquele restaurante ao pé do Sena e viera ligeiramente entontecida para a frente da Câmara Municipal de Paris fumar um cigarro e estender a língua em beijos compridos. O tempo estava estranhamente quente, como eu era estranhamente ingénua. Entramos naquela casa, mesmo ali ao lado e antes de me afundar na cama de penas e nas almofadas de veludo da cama dele, lembro-me que espreitei pela janela e vi um dos campanários da Notre Damme. Nessa altura não me apercebi que era a Notre Damme que me estava a ver a mim, do seu campanário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não demorou muito a que esse meu amor eterno me expulsasse de sua vida. Na verdade, foi nessa mesma noite. Depois de fazermos amor e de me enterrar naquele veludo vermelho, que ele me puxou para fora e de rompante abriu a porta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Silêncio. Abri as mãos e senti a minha pele gelada na Primavera de Paris. O vão da escada estava escuro e aos apalpões atingi o interruptor e quase por magnetismo acendi-o. Á minha frente estava uma rapariga nua e desgrenhada, parada no meio da escada a olhar para mim com uns grandes olhos fundos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o horror a percorrer a minha consciência, percebi que era Eu. Reflectida no espelho do elevador. E quando comecei a agarrar nas minhas roupas que ele tinha atirado para o chão, ouvi passos na escada. Num ímpeto de sobrevivência, agarrei nos meus trapos e escondi-me dentro do elevador. E foi então que via outra rapariga chegar e tocar à porta. E ele abriu, como se estivesse surpreendido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Viu-a pela janela” pensei. E talvez já nada pudesse piorar. Mas podia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vesti-me e sai pela mesma porta onde a rapariga tinha entrado e dei-me conta que a madrugada ainda não tinha florescido naquela noite e os ossos enregelaram-se com o orvalho. Esquecera o casaco lá naquele casa e o metro já estava fechado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Á noite, por Paris estrangeiro, fui tendo frio nas ruas e nas bordas dos prédios. Fui tendo frio nas frestas das praças e à frente da Notre Damme, onde humildemente me prostrei. Fui tendo frio em mim mesma. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E de manhã, acordei ao pé do Sena, enroscada num banco ao pé dum sem abrigo qualquer. Agora também eu era um qualquer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora de mãos dadas com o meu amor à porta daquele prédio, lembrei-me que continuava a ser uma qualquer. Continuamos parados à porta do prédio, e tudo aquilo me era tão familiar que pensei que podia vomitar. Ele sentiu o meu enjoo e longe de saber o que se passava, sorriu-me, achando que eu estava grávida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o meu pensamento parou ali à porta e já dali não saiu. Que ingénua que eu era. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E de repente percebi que a ingenuidade era uma doença que me estava grudada na pele, pior que a gravidez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque eu seria sempre incapaz de entender o futuro. A nudez em Paris, podia estar à minha espera, em cada esquina. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso quando chegamos ao metro, despedi-me dele para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-3567635193831202731?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/3567635193831202731/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=3567635193831202731' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3567635193831202731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3567635193831202731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2011/01/retrospectiva.html' title='Retrospectiva'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-8692176575591860594</id><published>2010-12-09T22:27:00.001Z</published><updated>2010-12-09T22:33:18.218Z</updated><title type='text'>Humpty Dumpty</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, os estereotipos! As nuvens escondiam o Sol e a sala mantinha-se também ela fria apesar dos aquecedores estarem no máximo e as bochechas dela estarem a arder. Todas aquelas pessoas escondiam um olhar assustador debaixo dos casacos de simpatia. Ela pelo contrário, escondia a sua paixão na camisola demasiado grossa que a fazia parecer mais gorda, e o resultado era um olhar desadequado do mundo, que fugia pela janela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O professor chegou e disse uma piada, da qual toda a gente se riu. O humor sempre fora a forma mais barata de comunicação e por isso ela sempre o detestara, mas riu-se também numa patética tentativa de integração. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tinha relógio mas começou a perguntar-se que horas seriam. Como um principio de uma tarde interminável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Vamos falar sobre os homens e as mulheres hoje! - Quero a vossa opinião: acham que os mulheres se preocupam mais com as aparências do que os homens?" E logo um coro excitado respondeu que sim, que as mulheres gostam de se produzir e que os homens gostam mais de ver futebol. São mais simples os homens e não têm paciência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E até ele, até ele disse que gostava de ir ás compras sozinho e que não se imaginava a ir com uma mulher. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela mantinha-se impenetravelmente calada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até ele...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Timidamente disse-lhe " Eu gosto de ir sozinha e sou uma mulher". Ele demorou-se um pouco mais sobre ela, estavam proximos suficientes para ela ver o olhar confuso, talvez até desiludido, pensou ela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deu um suspiro interior e as suas bochechas tornaram-se ainda mais vermelhas e sentiu-se ainda mais gorda debaixo da camisola demasiado grossa que não se dera ao trabalho de escolher na loja. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele, pelo contrario, estava impecavel na sua roupa casual e o cabelo mal penteado para trás. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele professor roubara-lhe toda a feminialidade num abrir de boca. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegara da aldeia para ver o Mundo. Onde estava seria um caminho facil para o casamento e os filhos e ela tinha sonhos. Foram alias esses sonhos que a projectaram em viagens e a trouxeram ali. Nao sem antes abandonar todo o pouco que tinha, rasgar o coração para o cesto dos papeis e limpar da agenda de telefones todos os que insitam em ser Passado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sem antes olhar ao espelho e gostar de ser a mulher que nunca brincara com bonecas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora o espelho era a cara do professor que a ignorava. "Meninas", dizia ele, entusiasmado com o tema "Quantas vezes por semana vão ao cabeleireiro?" E logo um coro excitado lhe respondia e falava da cor do cabelo. Ela esteve para lhe dizer que já tinha pintado o cabelo de azul, mas sentiu que era inapropriado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que silencio embaraçoso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, e os olhos dele continuavam nela: estaria ainda desiludido?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela sentiu isso e disse-lhe "Não sou uma mulher tipica, não me faças mais perguntas." &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse dia, no caminho para casa foi pisando as folhas do Outono enquanto contava o numero de coisas que fazia igual ao resto das pessoas pelas razões opostas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o Mundo era uma peça de teatro sobrelotada e alguém lhe derá um bilhete falso, com um lugar numa cadeira inexistente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte porém ele apareceu ainda mais sorridente do que o costume e a brancura dirigiu-se para ela. Mas ela não queria saber, por isso despiu a camisola grossa e com o sentimento desapareceu a gordura. O sol lá fora iluminava-lhe a cara e ela gostou do aquecimento das bochechas, apesar de se ter despido dos preconceitos e ser só ela, diferente das outras mulheres. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, ele ignorava o sol e olhava só para ela. "Que insensivel", pensara rapidamente enquanto ele lhe escrevia no papel "Porque achas que os homens hoje em dia se preocupam mais com as aparências?" Ela encolheu os ombros distraida " talvez porque as mulheres começaram a ser mais exigentes. Dantes, bastava a uma mulher ter um homem forte e que fosse um bom pai." Depois parou de baloiça a cadeira e disse-lhe " E tu, que pensas tu?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele arrumou o caderno e nos seus dentes brancos, descansava uma resposta, breve como sempre " Acho que é uma questão de dinheiro, alguém descobriu que vender a moda a homens faz dinheiro."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pela segunda vez ela pensou que aquilo era mesmo simplista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de a aula terminar, porém, o professor passou-lhes um poema. Era um poema curto que falava da efemeridade do Amor, das rosas que se amam no lugar de corações. E enquanto ela lia silencosamente e pela primeira vez sentia a pele a respirar, ele deu curtas risadas e abanou a cabeça. As sobrancelhas dela no entanto colocaram-no no lugar e balbuciou "Só não gosto muito de poesia, mas gosto de ti". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal ela era tão feminina como as outras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não gostou. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-8692176575591860594?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/8692176575591860594/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=8692176575591860594' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8692176575591860594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8692176575591860594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/12/humpty-dumpty.html' title='Humpty Dumpty'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-1066893638788376869</id><published>2010-12-07T21:27:00.000Z</published><updated>2010-12-07T21:27:41.519Z</updated><title type='text'>A Rosa Azul</title><content type='html'>Ás vezes, uma certeza claustrofica apanha-me à noite a chorar. Sempre tive o horror da morte a queimar-me a pele. Quando era mais nova, adormecia a pensar no Universo e em quão pequena eu era no meio dele. Depois, vinha uma onda de consciência que me abanava: era como se eu visse o plano de cima e entendesse a efemeridade do meu corpo. E do alto dos meus seis anos, eu percebia que tudo ia terminar, e que um dia não mais eu formularia pensamentos, ou estaria assim deitada a ter consciência das coisas. &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois a onda de consciência avançava brutalmente sobre mim. E o plano visto de cima parecia apenas mortifero, sem proposito. E eu sentia-me um condenada sem ter tempo de perceber qual é o jogo que se está a jogar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E perguntava: “porque é que vivemos?”, “o que é o Universo?”, “onde está o Universo e o que existe para além dele?”, “qual é o proposito de tudo isto?”. A minha mae olhava para mim confusa e limitava-se a dizer que um dia na escola eu perceberia. Ou não fosse eu a criança que aprendera a ler aos quatro anos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu sabia que não. E por isso, essa onda de consciência horrorizava-me. Bloqueava-me o corpo na cama enquanto a noite lá fora continuava calma, como sempre. As imagens do futuro preenchiam-me o presente e eu só conseguia ver que tudo aquilo que eu tinha, toda aquela vida quotidiana ia acabar. E que eu seria apenas uns quantos ossos espalhados por uma terra qualquer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia, ainda nos meus seis anos, ganhei coragem para pronunciar o que tanto me angustiava de noite. Cheguei perto da minha mãe e tentei falar-lhe, mas inesperadamente surgiram lágrimas em vez de palavras. Logo a mim, que nunca chorava. “O que se passa?” dsse ela. E eu finalmente expeli os meus pesadelos “Não quero morrer!”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ela riu-se. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Todos nós morremos.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me que nessa altura pensei que se ia ter que lidar com aquela angustia para sempre todas as noites era melhor nunca ter nascido. E porque tinha eu que pensar naquilo? Nenhum dos meus amigos com seis anos pensava na morte. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comecei então a não deixar avançar a onda de consciência. Porque se tivermos os nossos dias preenchidos e atarefados, se tivermos sonhos e objectivos, a cama encntramo-nos cansados à noite e um dia morremos sem dar conta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensar é um erro. Sim, descobri-o muitos e muitos anos mais tarde. Mas é um erro inato em mim. E mesmo cansada dou por mim sem sono à noite. E os pensamentos têm na minha cabeça o melhor sitio para se desenvolverem até se tornarem disformes e suicidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, depois passei apenas a ceder a uma parte da consciência que descia sobre mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Costumava dizer para mim mesma (como se não estivesse sozinha) que ainda faltava muito tempo para que a morte chegasse à minha vida. E que não valia a pena cansar-me em angústias futuras. Depois tentva pensar no mar e no barulho das ondas. E adormecia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora que passaram mais de vinte anos sobre os meus seis já começo a não ter forma de me enganar e em noites de angustias e de choro compulsivo no meio de uma solidão fria até aos ossos, vejo-me confrontada com o meu dilema ancestral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Quem sou eu afinal? O que é isto, onde eu estou?Quem são as outras pessoas e o que está dentro delas? Para que é estou aqui?” E tudo parece ( ou efectivamente é) um enorme buraco sem fim. Um buraco da mais profunda solidão. O buraco onde a Alice caiu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada parece fazer sentido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque nada faz sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acendo a luz. É mais um pesadelo. Um sonho meio desfeito, meio real, com fronteiras dificeis de apalpar. As pequenas logicas vão aos poucos tomando conta de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a primeira é a que não estás ali, como de costume, para me abraçar e me dizer que o teu amor faz sentido ainda que o Universo seja um caos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei de um pesadelo para outro. Será sempre assim, até morrer. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-1066893638788376869?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/1066893638788376869/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=1066893638788376869' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1066893638788376869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1066893638788376869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/12/rosa-azul.html' title='A Rosa Azul'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5135644313114785656</id><published>2010-11-23T23:24:00.001Z</published><updated>2010-11-23T23:26:13.530Z</updated><title type='text'>Paris, une outre fois</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“J’ai ainsi eu, au cours de ma vie, dês tas de contacts avec dês tas de gens sérieux. J’ai beaucoup vécu chez les grandes personnes. Je les ai vues de très près. Ça n’a pás trop amélioré mon opinion. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Quand j’en rencontrais une qui me paraissait un peu lucide, je fasais l’experience sur elle de mon dessin numero 1 que j’ai toujours conserve. Je voulais savoir si elle était vraiment compréhensive. Mais toujours elle me répondait: “C’est un chapeau” Alors, je ne lui parlais ni de serpents boas, ni de forêts vierges, ni d’étoiles. Je me mettais à sa portée. Je luis parlais de bridge, de golf, de politique et de cravates. Et la grande personne était bien contente de connaître un homme aussi raisonable…” Antoine de Saint-Exupéry&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ele sabia.&lt;/div&gt;Eu. Eu vivo com uma jibóia nas mãos. &lt;br /&gt;É o meu futuro na forma de segurança social ou da hipoteca da casa &lt;br /&gt;que nunca chego a comprar.&lt;br /&gt;É o chapéu deles.&lt;br /&gt;É lá que escondem os coelhos atrofiados e esganiçados &lt;br /&gt;que a falta de imaginação&lt;br /&gt;já não cura.&lt;br /&gt;E como não sabem o que fazer ao presente, &lt;br /&gt;prometem tratar do futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, dizes-me que eles não sabem de nada,&lt;br /&gt;Que o Mundo é um lugar vasto e cheio&lt;br /&gt;de oportunidades únicas. &lt;br /&gt;Vestes as teclas do piano, e dás de beber aos&lt;br /&gt;quadros que vais pintando por aí.&lt;br /&gt;Até que um dia me telefonas do teu &lt;br /&gt;escritório afagado em alfazema:&lt;br /&gt;É assim que financias os teus &lt;br /&gt;Poemas, dizes-me tu.&lt;br /&gt;Que devia explorar o Mundo&lt;br /&gt;Pela lente opaca de quem bebe de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na verdade, só te passou&lt;br /&gt;a&amp;nbsp;juventude, como te passam&lt;br /&gt;as alergias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A caminho de Orly)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5135644313114785656?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5135644313114785656/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5135644313114785656' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5135644313114785656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5135644313114785656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/11/paris-une-outre-fois.html' title='Paris, une outre fois'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-4888944746929935208</id><published>2010-11-17T23:21:00.001Z</published><updated>2010-11-17T23:22:59.301Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas matemáticos'/><title type='text'>Espaço-Tempo de Einstein</title><content type='html'>Já nada é igual ao que era &lt;br /&gt;E no entanto, todas as coisa estão no &lt;br /&gt;mesmo sítio:&lt;br /&gt;O teu livro na minha mão,&lt;br /&gt;A minha mão na tua cidade,&lt;br /&gt;E o avião partido&lt;br /&gt;entre os nossos corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempo não é absoluto&lt;br /&gt;por Ninguém. &lt;br /&gt;O tempo é só mais uma dimensão&lt;br /&gt;do espaço,&lt;br /&gt;Que por ironia foi a única&lt;br /&gt;que desprezaste. &lt;br /&gt;E agora cheira-te sempre ao mesmo&lt;br /&gt;quando o mar te bate à porta&lt;br /&gt;E te relembra aquela tarde&lt;br /&gt;salpicada de gritos &lt;br /&gt;de&amp;nbsp;gaivotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leste poucos livros de física:&lt;br /&gt;Porque o tempo é tão efémero &lt;br /&gt;Que também morre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-4888944746929935208?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/4888944746929935208/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=4888944746929935208' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4888944746929935208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4888944746929935208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/11/espaco-tempo-de-einstein.html' title='Espaço-Tempo de Einstein'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-3504162898334496403</id><published>2010-10-26T11:11:00.000+01:00</published><updated>2010-10-26T11:11:40.228+01:00</updated><title type='text'>Untitle</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante a minha hora de almoço rodei pelo Saldanha e comprei em segunda mão um livro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sobre a origem Universo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto descia para o metro prendendo as mãos na minha mala à tiracolo, que nunca mais&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;tinha usado, dei-me conta que o Outono tinha chegado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi quando o metro chegou à minha estação que fechei o livro, sem nada para marcar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a página onde ficara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levei a mão à mala esquecida e procurei qualquer coisa que servisse. E veio-me um bilhete de&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;avião perdido, duma viagem que fizera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Munique, estava escrito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O meu Universo é finito mas não tem fronteiras”. Porque já fui três vezes a Munique e deixo a minha vida por aí.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes encontro-a pela rua e dou-me conta de quanto gosto dela. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-3504162898334496403?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/3504162898334496403/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=3504162898334496403' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3504162898334496403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3504162898334496403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/10/untitle.html' title='Untitle'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5346710895196465749</id><published>2010-10-11T23:16:00.002+01:00</published><updated>2010-10-11T23:19:41.239+01:00</updated><title type='text'>Icaro invertido</title><content type='html'>Tatua-me um Ícaro nas costas&lt;br /&gt;Para que as asas dele abracem as minhas &lt;br /&gt;Omoplatas &lt;br /&gt;e delas nasça&lt;br /&gt;Vencida, a minha coragem&lt;br /&gt;Em saltar da plataforma e enfrentar&lt;br /&gt;Um mundo que nunca esteve &lt;br /&gt;Preparado para as minhas asas&lt;br /&gt;De cera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque este Ícaro invertido&lt;br /&gt;Que me vive na pele&lt;br /&gt;É o Sol do Mundo e funde-o&lt;br /&gt;Quando ele é de ferro e se torna&lt;br /&gt;Próximo.&lt;br /&gt;Por isso nunca voa &lt;br /&gt;E vive sozinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5346710895196465749?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5346710895196465749/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5346710895196465749' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5346710895196465749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5346710895196465749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/10/icaro-invertido.html' title='Icaro invertido'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6804353196511966836</id><published>2010-10-08T18:17:00.002+01:00</published><updated>2010-10-08T18:17:32.685+01:00</updated><title type='text'>Futuro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje estou farta do passado. Dos vasos cheios de tristeza que coleccionam belos poemas. Estou de farta de romantismos feudais, das folhagens de Sintra. De céus cinzentos e ácidos. De cidades barrocas e góticas. Estou farta da tristeza que nem sabe ser mórbida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, para variar apetece-me o futuro. Os prédios enormes e listados de vidros, as ruas amplas e sem pessoas, os objectos geométricos. O sol. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje apetece-me escrever sobre tudo o que ainda não aconteceu. Sobre o romantismo do jazz seco, sobre a decoração vanguardista. As roupas extravagantes e direitas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque é ai que está a vida, é aí que estão todos os poemas necessários à minha sobrevivência. No futuro está a minha solidão inatingível, aquela que precisa de mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O passado é só uma folha borrada, que fingimos querer esquecer, para lhe espremer poemas como abutres. E o presente é uma espera dolorosa até que se cristalizem as palavras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não hoje. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje o passado é mesmo passado e não se escreve sobre ele, porque não importa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6804353196511966836?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6804353196511966836/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6804353196511966836' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6804353196511966836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6804353196511966836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/10/futuro.html' title='Futuro'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5732308477306650508</id><published>2010-10-06T18:13:00.003+01:00</published><updated>2010-10-06T18:15:03.137+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><title type='text'>La Valse des Monstres</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me do inferno horrível que fora aquele Verão com calor e falta de esperança, gritos e lágrimas que não saiam da pele, mesmo depois de muitos banhos. Fora uma época tão triste, que nem as janelas nem o vento nem os sonhos em que via a Torre Eiffel da janela do meu quarto me faziam acreditar que algum dia a minha sorte mudaria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi a primeira vez que a vida brincou comigo, porque eu nem sequer gostava especialmente de Paris, mas a minha ânsia em deixar tudo isto fazia-me sonhar constantemente com o ícon de França recortado no meu horizonte. E eu sentia o coração a bater descontrolado, como se de repente eu me apercebesse que afinal Paris estava perto, que eu estava a vê-lo. Bastava-me correr, bastava-me andar, estava tão perto, quase lhe conseguia tocar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois acordava e esta sensação de felicidade custava a despegar-se dos poros. Parecia-me tudo possível, e só quando apanhava o comboio e estava limitada a um horário e ao dinheiro da minha carteira, só aí é que começava a acordar do meu sonho. Porque Paris estava perto, eu é que estava longe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi a segunda vez que a vida brincou comigo: no fim desse Verão foi a minha janela que se aproximou de Paris, quando me apaixonei por um francês trazido a esta cidade deslavada que era Lisboa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tentei fugir várias vezes, mas uma noite não resisti mais, e fechei os olhos enquanto me equilibrava numa curta vara sobre o precipício em redor duma total escuridão. Nessa noite, lembro que alguém me fez companhia, quando vim cá fora apanhar ar e focar um pouco o Mundo. Mas tudo aquilo era demais para mim, como se vomitasse os excessos de um corpo que permanecera demasiado tempo estático. E lembro-me que lhe confessei “Isto vai ser a minha desgraça”. Era tudo tão explícito, que aquela sombra riu-se nervosamente e pôs-me a mão no ombro. E a confissão dela foi essa, naquele silêncio estava a sua profunda vontade de se apaixonar como eu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa última noite, rodei por Lisboa como um fantasma que já cá não está. As sombras do Bairro Alto e de Santos, gritantes e espampanantes abraçavam-me e tocavam-me, como se lhes pudesse passar por osmose um bocado daquela minha paixão que se via em todo o lado. De repente, o Mundo inteiro queria estar apaixonado como eu. De repente toda a gente queria encontrar Paris como eu encontrara. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a minha confissão àquela sombra permanecia como um presságio sob a forma de música. E aquela Valsa começou a tocar para mim nas ruas de Lisboa e sobrepôs-se ao êxtase de paixão que todos cobiçavam. Mas aquela Valsa, a Valsa dos Monstros só eu a ouvia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E estava fora do sítio, desenquadrada nesta Lisboa deslavada. Como as marcas do amor que eu ia deixando a caminho de Belém. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo correu mal, como a verdade que o meu corpo vomitara àquela sombra. Lisboa parecia enxotar-me, fechou-me a torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos, avariou-me os eléctricos e impediu-me de comer pastéis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nesse momento só eu e Lisboa sabíamos que tudo tinha acabado antes de começar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A terceira vez que vida brincou comigo, foi quando finalmente coloquei os pés na Torre Eiffel e ela devagar olhou para mim, baixou-se e acarinhou-me o cabelo. Via a desilusão no seu esqueleto férreo quando a Valsa dos Monstros voltou a tocar, e eu já sabia que era para mim. E assim, quando cheguei a Paris, cresceu em mim o sonho de ver Lisboa na minha janela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando te conheci e me disseste que gostavas muito de Paris, pensei que a vida se estava a rir de mim mais uma vez. Nessa altura já Lisboa e eu não nos podíamos ver, já éramos demasiado confidentes para nos ouvirmos, ainda que a Valsa nunca mais tivesse tocado. Como seria possível? Seria que a maldita França nunca me deixaria em paz? Não, eu não queria voltar e não queria acender o televisor e ver de novo uma história francesa que não me cabia no corpo desajeitado de Amélie desempregada, que ficou de parte por não ter jeito suficiente para albergar um papel com o qual nasceu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sobretudo, eu não queria ouvir aquela Valsa outra vez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas Paris voltava na tua boca. Uma e outra vez. Às vezes eu dizia-te que sim, outras dizia-te que não. E tu esquecias e voltavas a lembrar. A vida não parava de brincar comigo e eu não parava de me indignar com ela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Valsa voltou a tocar contigo em Lisboa em noites em que te amava demais e sentia que estavas longe de mim, que pensavas em alguém que não era eu. Á tua janela, a valsa dos Monstros lembrava-me quem eu era e escarnecia cada pedaço horroroso da minha imagem. E Paris vinha no vento e parava na tua janela. E o meu amor desajeitado encolhia-se sobre si mesmo. E eu tapava os ouvidos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que Paris se fodesse. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tu abraçavas-me e dizias-me que eram só fantasmas o que eu via naquela janela. Que me amavas demasiado. E tinhas a magia na voz ao baixar o volume da Valsa enquanto eu adormecia no silêncio dos teus braços. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas cada vez fui sendo mais desajeitada no meu papel de Amélie e cada vez afastava mais aquele filme da memória da minha carreira. E dei por mim de cigarro descolado do coração. De janela limpa e de amor remendado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E um dia, sem que eu pudesse prever, a Valsa voltou a tocar. Preencheu a noite e fez eco nos azulejos. Eu acordei surpreendida e percebi que não era para mim que ela tocava, era para ti. E senti-me um monstro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5732308477306650508?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5732308477306650508/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5732308477306650508' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5732308477306650508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5732308477306650508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/10/la-valse-des-monstres.html' title='La Valse des Monstres'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-8204276937270571573</id><published>2010-09-30T14:47:00.002+01:00</published><updated>2010-09-30T14:47:26.090+01:00</updated><title type='text'>Odeio Política</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca costumo formalizar este meu tipo de ódios, mas é verdade: odeio política. E não odeio especificamente a política vagabunda de homens-macacos. Não quero saber se essa é a política a brincar, se esses são os aldrabões que nos roubam o dinheiro com estratégias de marketing, iguais às que se fazem para se promover batatas fritas oleosas que nos entopem as veias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque mesmo quando é a sério, eu também me levanto da mesa, peço muita desculpa e venho cá para fora fumar um cigarro. Esquecer-me que o Mundo é mais sério do que eu. Prefiro olhar para os mendigos que estão cá fora e invejá-los do que voltar ao púlpito e discutir o meu ponto de vista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque eu sei que o tenho, mas faço por me esquecer dele. E prefiro, por razões diferentes, juntar-me à manifestação de ignorantes. E fazer como um amigo, que um dia me disse que votava na Lista da Associação que passava a melhor música. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-8204276937270571573?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/8204276937270571573/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=8204276937270571573' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8204276937270571573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8204276937270571573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/09/odeio-politica.html' title='Odeio Política'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-566879036406489609</id><published>2010-09-21T16:35:00.001+01:00</published><updated>2010-09-21T16:36:27.966+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas matemáticos'/><title type='text'>Indução Magnética</title><content type='html'>De repente mudaste de nível.&lt;br /&gt;Hoje já não te reconheço&lt;br /&gt;A não ser por essa electricidade inconfundível&lt;br /&gt;de quem muda inconfundivelmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me interessa onde estás: &lt;br /&gt;Interessa-me quanto mudas.&lt;br /&gt;Cheiro os campos magnéticos&lt;br /&gt;Que vais deixando como trilhos&lt;br /&gt;germinados,&lt;br /&gt;Que florescem no cérebro da multidão&lt;br /&gt;orientada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheiro esses campos para te localizar.&lt;br /&gt;Porque já não sei quem és. &lt;br /&gt;Distingues-te porque mudas. E nessa &lt;br /&gt;mudança, só a faísca da tua electricidade&lt;br /&gt;me corre nas veias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sei que és tu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-566879036406489609?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/566879036406489609/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=566879036406489609' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/566879036406489609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/566879036406489609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/09/inducao-magnetica.html' title='Indução Magnética'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-2448872414414289839</id><published>2010-09-10T11:25:00.001+01:00</published><updated>2010-09-10T11:28:10.324+01:00</updated><title type='text'>Where I lay my head is home</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo meu quarto de manhã, passam-me as sombras das pessoas já ali viveram. Mortos para mim, ainda que nunca os tenha conhecido, dormiram na minha cama, usaram os mesmos lençóis e debruçaram-se na mesma varanda. Temos isso em comum: vimos a vida da mesma janela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvi dizer que eles partiram de Lisboa para o Mundo. Avisaram-me desde o início, como se aquela casa fosse uma mera plataforma de passagem. Como se não chegasse a ser uma casa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a verdade é que se eles foram esses viajantes, os sonhos deles estão pintados nas paredes do meu quarto. Porque sonho a mesma coisa todo as noites e já não sei se sou eu ou eles quem ali está. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram sonhos o que eles deixaram?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque os objectos pessoais e a roupa foram removidos e deram lugar aos meus. É essa a diferença, agora o armário tem alguns cabides com as minhas calças e vestidos. Nas gavetas dispõem-se as minhas camisolas. Em cima da mesa tenho fotografias e as minhas baquetas. O Baixo ocupa um espaço tímido e modesto num canto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora sou eu que chego ao quarto à noite, que fumo à janela, que durmo sozinha, que durmo acompanhada. Que não durmo. Agora sou eu que escrevo no computador dentro da cama ou tiro fotografias abstractas. Sou eu que espreito devagar pela fresta da porta e atravesso o resto da casa sem roupa, enquanto oiço Lisboa a encher-se do vazio da noite. Aquele é o meu quarto, é o onde deito a minha cabeça, onde estou exposta nos mapas que colei na parede ou no poster do Jim Morrison que me lembra sempre que a Musica está lá para mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou eu que habito aquele quarto, da melhor forma que sei. Mesmo quando não estou, aquele quarto é melhor espelho de mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora que também eu vou partir de Lisboa para o Mundo, também a minha sombra já por ali paira em algumas noites, vai juntar-se às outras e fabricar mais um pouco daquele fato que o quarto veste. Como se fosse um Arlequim formado de retalhados que nós vamos deixando. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora que também eu vou partir de Lisboa para o Mundo deixo aquelas sombras e com isso torno-me numa delas. Preparo-me para morrer, para me tornar no próximo sonho da próxima pessoa que vai dormir na minha casa e vai tentar imaginar como eu era. E assim, morrendo de mansinho, vou nascer noutro sítio, noutra casa com outras sombras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou viva enquanto estiver em casa, e a minha casa é onde eu estou. E estou sempre de passagem, como as melhores casas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-2448872414414289839?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/2448872414414289839/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=2448872414414289839' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2448872414414289839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2448872414414289839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/09/where-i-lay-my-head-is-home.html' title='Where I lay my head is home'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-3667433240677705531</id><published>2010-09-07T17:18:00.003+01:00</published><updated>2010-09-07T17:20:35.210+01:00</updated><title type='text'>Não existe tal coisa como o Amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É quase uma desilusão, mas não chega a ser. Não existe tal coisa como o Amor. Um dia sentas-te no sofá e dizem-te de mansinho: “O Pai Natal nunca vai chegar”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E lá no fundo a criança já sabe. Já chegou àquela idade em que lhe dizem, só para que ela pare de arranjar desculpas para se mentir a si mesma. E a desilusão é só isso: a formalização. De repente já não tem permissão para mentir de forma tão profunda. Ou para sonhar – é a mesma coisa. A dor só chega depois, quando percebe a falta que aquela mentira faz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia mais tarde, acontece o mesmo. Chegas a casa, sentas-te no sofá e dizem-te que não há tal coisa como o Amor. Mas desta vez, riem-se de ti. E desta vez, a mentira dói mais, quanto mais não seja porque é a segunda. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas admites que já desconfiavas. Afinal toda aquela aprendizagem sobre a imagem do Pai Natal estendeu-se por toda a tua vida. Foi isso que ele te deixou acima de tudo, a certeza da solidão e a inevitabilidade das coisas certas. E sentes essa desilusão no eco gasto do teu ser, em todas as vezes que passaste noites à espera do teu Amor ou nas noites em que julgaste tê-lo e as gargalhadas que te atiram são quase cruéis. Mas são sinceras, e uma vez que percebas que tudo isto é uma ilusão também te vais rir dos jovens apaixonados. Na verdade hoje ris-te das crianças que não dormem com a excitação de esperar pelo Pai Natal. E é tudo a mesma coisa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não existe tal coisa como o Amor. Mas não é fim do Mundo. A dor, a grande dor vai chegar quando perceberes que tens saudades de estar apaixonado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não existe. Mas és tu que o crias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-3667433240677705531?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/3667433240677705531/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=3667433240677705531' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3667433240677705531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3667433240677705531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/09/nao-existe-tal-coisa-como-o-amor.html' title='Não existe tal coisa como o Amor'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-7990267840847434602</id><published>2010-09-02T17:57:00.002+01:00</published><updated>2010-09-02T17:57:34.667+01:00</updated><title type='text'>Desabafo IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De certeza que já te aconteceu. Escrever folhas e folhas e depois apagar tudo. E depois de apagar tudo, olhar para a folha em branco e sentir consolo. E é esse consolo que me perturba. Sinto-me revista numa folha em branco esvaziada do seu propósito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De certeza que já te aconteceu. Sentir que as ideias não são minhas, ou sendo minhas não são ideias. São cópias ordinárias, caminhos desabrochados com a criatividade de serem medíocres. Acendo candeeiros de todas as cores no meu caminho, mas depois só me apetece a luz da escuridão e corro a apagá-los novamente. E durmo consolada no escuro onde alguém me pinta pesadelos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se calhar já te aconteceu. De certeza que já te aconteceu. A vida ser um gigantesco precipício de vazio, mas poder cair indefinidamente nesse buraco e nunca morrer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou talvez nunca te tenha acontecido. Talvez esta seja mais uma das minhas folhas prestes a ser apagada, a versão de algum outro texto que já escrevi. Talvez nada disto exista e agora que percebi isso, esteja preparada para me consolar novamente com a folha vazia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas hoje escolhi uma forma de masoquismo diferente. E aqui fica o reflexo no espelho do meu vazio: uma folha preenchida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-7990267840847434602?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/7990267840847434602/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=7990267840847434602' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7990267840847434602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7990267840847434602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/09/desabafo-iv.html' title='Desabafo IV'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5040642123515936906</id><published>2010-09-01T14:59:00.000+01:00</published><updated>2010-09-01T14:59:37.331+01:00</updated><title type='text'>Não-Vivido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;“Mais tarde será tarde e já é tarde&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;O tempo apaga tudo menos esse&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Longo indelével rasto&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Que o não-vivido deixa”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que me deixaste foi isto, um rasto fluorescente de não-vivido. Um caminho bem delineado feito de nadas, de vazios, de buracos no queijo, de ausências em bancos de metro onde não era suposto ninguém sentar-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que me deixaste foi esta crença para acreditar nesta não-vida e buscar nela as vantagens que não existem. Essa crença patética de palavras luminosas e extravagantes onde pisca publicidade enganosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu habituei-me como mendigo a ir ao caixote do lixo e a vasculhar a vida entre os restos dos outros, como para que usar o que eles já não quiseram e deitaram fora. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque a tua crença não me deixou nada; não tenho restos para deitar fora. Acorda apenas em mim esta humilhação de ver a vida por entre as gotas de chuva, quando em alguma janela eles me estendem pedaços de pão (ou de coração) para que não os perturbe com esta estranha maneira que tenho de não-existir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, com as mãos cortadas à força de as sonhar calejadas, sento-me à tua porta e admito que me vendas a tua crença. Pelo dinheiro que quiseres, tornaste-te no meu traficante predilecto, a minha droga é esse caixote do lixo esquelético. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E imploro-te que me injectes disso, dessa visão. Não aguento mais abrir os olhos no escuro todas as noites e ver essa fluorescência. Não sei como deixar de não-viver quando toda a minha não-vida me persegue. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que já é tarde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já é demasiado tarde. Já nada apaga esse trilho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E vendo-te o meu corpo, já meio desgastado por esta fluorescência que te encandeia os olhos. É o único que vai existindo, mesmo sem contexto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vende-me um contexto. Pode ser que assim o tempo o apague. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5040642123515936906?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5040642123515936906/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5040642123515936906' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5040642123515936906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5040642123515936906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/09/nao-vivido.html' title='Não-Vivido'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-539677671922781241</id><published>2010-08-25T16:41:00.000+01:00</published><updated>2010-08-25T16:41:21.600+01:00</updated><title type='text'>Grunge Girl</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;A friend is nothing but a know enemy&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;(Kurt Cobain)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivi a minha adolescência ao som duma guitarra simples e agressiva. Vestia as calças de ganga como uma farda de orgulho. Os &lt;em&gt;all star&lt;/em&gt; rotos a caracterizar o meu cérebro avariado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem na adolescência consegui a rebeldia de rebelar-me contra a minha solidão. Ao invés disso, procurei-te por entre os discos obscuros e solitários que ouvia e as camisas de flanela próprias de que quem está mal no mundo e não quer comprar a sua vida com meia dúzia de atractivos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca aquela rebeldia foi rebelde. Aquilo era eu. Aquilo sou eu, ainda hoje. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque todo aquele ambiente hostil e honesto apelava à minha consciência do mundo. Sempre soube que estamos irremediavelmente e assustadoramente sós, fechados numa concha incomunicável. Sempre soube que despir a pele é ceder a pistola ao inimigo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a vida é uma guerra calada e sofrida entre o que sabemos que somos e o que supomos que os outros sabem de nós. Esta selva constante de olhares atentos, de gestos medidos. A amizade é só mais uma táctica de guerra. Ou uma aliança simbiótica em que o inimigo está descrito e não apresenta muita variabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é só isso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não apontas a pistola ao inimigo, mais vale que a metas na boca. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-539677671922781241?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/539677671922781241/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=539677671922781241' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/539677671922781241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/539677671922781241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/08/grunge-girl.html' title='Grunge Girl'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5266523142601370964</id><published>2010-08-16T17:37:00.002+01:00</published><updated>2010-08-16T17:37:56.544+01:00</updated><title type='text'>À janela</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem peguei nesse pedaço de culpa e tirei-o da gaveta. Expu-lo à luz dos meus olhos e à vergonha das minhas mãos. Nos pequenos relevos, formaram-se ondas de consciência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enumero todas as minhas razões e justificações. Faço uma corda com elas e tento enforcar-me, mas a morte foge-me por entre a minha fraca cobardia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5266523142601370964?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5266523142601370964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5266523142601370964' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5266523142601370964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5266523142601370964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/08/janela.html' title='À janela'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6810001474556358683</id><published>2010-07-29T14:59:00.001+01:00</published><updated>2010-07-29T15:59:42.066+01:00</updated><title type='text'>Sem culpa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abriu o armário e viu o fato único pendurado num cabide de madeira. &lt;br /&gt;Olhou para o espelho colado à porta esquerda do armário e decidiu trocá-los. De um trago despiu o fato que tinha vestido e enrolou-se no novo, esticando as pernas e os braços nas dobras de uma nova pele. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora tinha um cadáver escondido no armário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas aparentemente, carregar um cadáver dentro de si, não era crime. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6810001474556358683?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6810001474556358683/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6810001474556358683' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6810001474556358683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6810001474556358683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/07/sem-culpa.html' title='Sem culpa'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-8927767528944143210</id><published>2010-07-28T10:38:00.003+01:00</published><updated>2010-07-28T10:39:07.304+01:00</updated><title type='text'>Ouvir Sophia</title><content type='html'>Que a arte não se torne para ti compensação daquilo que&lt;br /&gt;Não soubeste ser&lt;br /&gt;Que não seja transferência nem refúgio&lt;br /&gt;Nem deixes que o poema te adie ou divida: mas que seja&lt;br /&gt;A verdade do teu inteiro estar terrestre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então construirás a tua casa na planície costeira&lt;br /&gt;A meia distância entre a montanha e o mar&lt;br /&gt;Construirás – como se diz – a casa térrea – &lt;br /&gt;Construirás a partir do fundamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A casa térrea - Sophia de Mello Breyner Andresen&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-8927767528944143210?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/8927767528944143210/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=8927767528944143210' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8927767528944143210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8927767528944143210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/07/ouvir-sophia.html' title='Ouvir Sophia'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-1341111842488957438</id><published>2010-07-22T17:12:00.000+01:00</published><updated>2010-07-22T17:12:05.098+01:00</updated><title type='text'>Dia Mundial da Amizade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Preciso de um amigo”, ocorreu-me dizer. &lt;br /&gt;“Preciso de um amigo”, ocorreu dizer-me. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a segunda frase desceu por mim, como um golo de água fresco. Atingiu-me as entranhas. Porque eu sempre acreditei na amizade como nunca acreditei no amor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E hoje, não tenho amigos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, olho para as pessoas em círculos e vejo corpos mecânicos, com pensamentos mecânicos. E eu há procura de um amigo, sou mais um desses corpos religiosos com uma lista de verificações. A minha lista é diferente da maioria, mas é só isso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já tentei deitar a lista fora, mas ela está-me escrita nos neurónios e activa-se com a electricidade da vida. Se quero parar com os preconceitos, mais vale fechar o quarto e as janelas e desligar o meu motor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais vale que morra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas hoje dei um passo em frente. Não deitei fora a minha lista, nem a verifiquei. Hoje, não fiz perguntas nem dei respostas no silêncio às perguntas que lá não estavam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, não procurei entender, nem esforçar-me pela vida de outros ângulos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje resolvi admitir que há coisas com as quais nunca vou concordar, nem entender, nem melhorar, nem ajudar, nem solucionar. Há coisas que permanecerão uma blasfémia, um desastre, uma epidemia, um segredo, um destino cruel. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje resolvi admitir que todos estamos irremediavelmente sós. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje não me limitei a deixar o julgamento de lado por um amigo. Hoje, ele é meu amigo e por isso o julgamento não existe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque a amizade é a humildade perante a impotência de tocar a solidão alheia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E resta-me tentar tocar a tua solidão da única forma possível: gostando simplesmente de ti. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alice&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-1341111842488957438?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/1341111842488957438/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=1341111842488957438' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1341111842488957438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1341111842488957438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/07/dia-mundial-da-amizade.html' title='Dia Mundial da Amizade'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-3082167971673733166</id><published>2010-07-21T00:10:00.000+01:00</published><updated>2010-07-21T18:33:02.104+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><title type='text'>Sem título</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tocou o telefone.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele atendeu e disse-me de forma impessoal: “é para ti”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já tinha tantas vezes sonhado com esta cena em toda a diversidade de movimentos e palavras que foi como se a estivesse a viver de novo, numa das minhas divagações. Naquele momento, o meu coração não se mexeu do sítio. O telefone tocou como eu previra. A voz dele era impenetrável, como eu previra. A luz era clara e fresca e contrastava com o meu interior negro e roído, como eu mecanicamente previra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atendi e a voz nervosa do lado de lá disse-me o que eu já sabia “Ele morreu. Suicidou-se”. Fiz um compasso de espera, como se estivesse em estado de choque e após alguns segundos voluptuosos respondi de forma grave “Vou apanhar o avião para ir para aí”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desliguei o telefone e ele olhava para mim, desconfiado. Mas aquela cena era minha. E como protagonista que ganha o papel sem esforço, espremi algumas lágrimas e contei-lhe que um grande amigo tinha morrido. Em França. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só quando entrei no aeroporto e confirmei o meu voo para Paris no painel, só quando estava sozinha no meio da multidão do aeroporto a meio do dia é que o meu coração tremeu. E de repente entendi que ele tinha morrido. Que desta vez era a sério e ele já não renasceria das minhas divagações para morrer outra vez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda agora mesmo ele acabara de morrer e eu já sentia saudades da morte dele. Ali em pé, a ler o número do meu voo, tive consciência do longo e frio inferno que me esperava. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saí para o calor atípico de Paris nesta época como o tinha feito há dois anos atrás. As escadas do avião que desceram para mim perderam o interesse perante a ausência de vento. Aparentemente, o inferno que previ estava a começar de forma avassaladora. Lembrei-me então de apanhar o metro, ao menos esse era um Inferno que tinha sempre existido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi incrível descobrir que me lembrava de todos os pormenores, das estações exactas onde me encontrei com ele dois anos antes. Estávamos os dois vivos nessa altura. Agora ambos nos arrastávamos numa realidade que já não era a vida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parei na estação onde era ficava a casa dele. E de repente, lembrei-me que ele podia já não morar ali. Lembrei-me que não sabia nada dele há dois anos. Tudo o que eu sabia era a morte dele todos os dias na minha cabeça e aquele eterno telefonema que finalmente chegara. De repente lembrei-me que eu não sabia nada sobre a realidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por isso, deixei o inferno chegar devagar sobre mim. Saí em Montmartre, e percorri as mesmas ruas daquele dia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo aquilo me era tão familiar. Eu passara os últimos meses a viver em Paris e ele era o meu amigo francês com quem eu passeava ao domingo de manhã em Pere Lachaise ou que me acompanhava em noites longas de puro álcool para matar as saudades do meu amor que ficara em Portugal. Estávamos tão vivos nesse tempo. Tínhamos amores no peito e ideias elaboradas em fumo de cigarros que faziam corar os pudicos. Visitámos cidades, conhecíamos Paris à noite como mais ninguém e o mundo pulsava-nos nas mãos quentes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes ligava para Portugal e as cerejas do meu país sabiam-me a um doce arrastado pelo tempo na voz dele. Falávamos ao telefone à noite. E eu tinha a minha larga janela aberta e um luar intenso a penetrar o meu quarto. E aquela paixão na distância era quase insuportável. Mas enquanto não era insuportável era flamejante. Já por uma vez naqueles meses ele tinha apanhado o avião de surpresa numa sexta-feira e aparecera à minha porta. A paixão viajara até mim, como no meu maior sonho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isso fora no passado longínquo do tempo em que vivia em Paris. E éramos os três vivos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada havia que nós não fizéssemos. Nada havia que nós não experimentássemos. Por isso, um dia telefonei-lhe às 3 da manhã e disse-lhe “Vou a Portugal encontrar-me com ele”. A voz ensonada e um mau português responderam-me “Não vais trabalhar?”. “Digo que estava doente. Tenho mesmo de ir, já não aguento mais”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E fui. Nas asas da paixão do avião. Novamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei a Lisboa às 6 da manhã. O tempo parecia parar para mim, para o marinheiro que cruza os sete mares e não fica com a mesma vida todos os dias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passei pelos mesmos caixotes do lixo onde coloquei a minha vida antiga, a caminho da casa dele. Abri a porta devagar, sem fazer barulho. E a única imagem que nunca esperei ver, foi a única que apareceu aos meus olhos quando abri a porta do quarto e vi a rapariga deitada ao seu lado enrolada no sítio onde eu costumava dormir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse dia o meu coração não tremeu. Não porque tivesse vivido aquela cena muitas vezes, porque nunca a tinha a vivido e decidi naquele segundo que também não a estava a viver. Mas por ironia, ele abriu os olhos naquele momento e neste breve encontro de consciências eu percebi que por desígnio das probabilidades do mundo, aquela fora a única noite em que aquilo acontecera. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu fechei a porta do quarto e a porta de casa e a porta do meu coração, todas de seguida. Não senti qualquer barulho, nem ele se mexeu no seu rigor mortis. Nem ele podia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só mais tarde, ao poente voltei a vê-lo. Sentamo-nos os dois numa mesa de café. Ele perguntou-me se eu estava triste e eu disse-lhe que sim, que estava triste comigo. E acho que foi a última vez em que fui sincera. Não que tenha mentido mais tarde, não. Mas nunca mais expus directamente o pano do coração às verdades de nenhum mundo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto especializei-me em dizer mentiras que são verdades. Especializei-me em ser outras pessoas quando preciso. Ainda que esses meus heterónimos me contradigam em tudo e eu seja acusada de uma suja incoerência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recordo um enevoado de conversa em que ele me disse que não tinha conseguido evitar a situação. Que muitas coisas tinham acontecido na minha ausência sem ele as controlar. E que a vida monótona o estagnava. Que ele precisava de adrenalina, principalmente da adrenalina errada da noite errada com a pessoa errada no lugar errado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não havia nada que eu não pudesse perceber, e sentia-me triste pelo meu posto correcto num outro sítio correcto. Talvez perfeito de mais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Ama-la?” perguntei. “Claro que não!”e foi a primeira vez durante a conversa que pareceu estar vivo. “Eu só não queria morrer”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensei que ele podia morrer de outras formas, mas não conseguia evitar estar triste comigo e só comigo. Afinal aquela situação só não me acontecera porque eu era eu. E porque eu limitava-me a fintar a morte para sustentar amores como aquele e o resultado era que perdia sempre e nunca chegava a evitá-la. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso naquela noite, antes de voltar a Paris, dormimos juntos. Uma noite de amor tão intensa como aquela em que ele me visitou em França. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de me aproximar devagar e de o beijar, pensei que ele tinha estado com outra na noite anterior. Por segundos, achei que a tristeza me ia bloquear os lábios. Mas agora era a minha vez de experimentar tudo. Tudo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi muito mais fácil do que eu previra. Ao fim do segundo beijo, já não me interessava o passado. O presente queimava, e só o presente queima realmente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte voltei a Paris. Sozinha, no meio da multidão, confirmei o número do meu voo e tive a consciência total de que deixava o meu amor sozinho. De novo entregue à sede da morte para ser saciada. Era demasiado insuportável. Não. Nada é demasiado insuportável, com o remédio certo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Liguei-lhe e espremi umas lágrimas. E quando cheguei a Paris, ele estava à minha espera no aeroporto de Orly. Saímos directamente para o metro e apanhamos a linha que nos levava a Montmartre. Almoçamos enquanto eu lhe contava o que me tinha acontecido em Lisboa. Noutra língua tudo parecia adquirir outro sentido, como se tivesse sido outra pessoa, que não eu a foder o homem que me traiu. E por isso mesmo fez-me um sentido tão grande que nunca mais falei daquela situação em português. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perguntei-lhe se não ia para casa. Ele olhou-me&amp;nbsp;de lado, com o vento a bater-lhe nos cabelos, enfrentou-me e disse “Não”. Às vezes o mundo cabe numa palavra. E eu decidi experimentar tudo, todos os remédios, todas as curas, todas as doenças. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, fomos para casa dele e só acordamos de manhã enrolados um no outro.&amp;nbsp;De&amp;nbsp;madrugada, abri os olhos e julguei ver a imagem dele a espreitar-me à porta, desolado. Mas eu não senti rigor mortis nenhum, não havia sequer&amp;nbsp;passado nenhum a recordar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos dois meses que passei em Paris, entendi na perfeição o que significava “não conseguir evitar a situação”. Meia despida de mim passava metade das noites com o meu amigo francês. Ele estava demasiado apaixonado por mim, e era irresistível aquele amor que lhe saltava dos olhos. Como um reflexo de mim que eu nunca teria. Não agora que sabia enfrentar a morte. Às vezes, quando falava com ele ao telefone, na minha janela larga e com o meu luar generoso, pensava que já não sabia o que era o amor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas talvez fosse aquilo o amor. Eu passara demasiado tempo presa a convenções de liberdade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adiei vezes sem conta a minha conversa com o francês. Disse-lhe várias vezes para me deixar, que não o amava. Mas aquele amor latino dele não entendia nada que não fosse o desejo e a teimosia. Até que um dia, eu já não tinha credibilidade e todas as noites ele acabava por aparecer. E todas as noites eu acabava por fugir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando finalmente acabou o meu tempo em Paris, fiz a minha mala e deixei uma carta em cima da mesa. Sabia que ele ia achar que era mentira ou mais um dos meus estratagemas para adiar a inevitável loucura que se seguiria pela noite. Sabia que ele não era como eu, que ele acreditava que podia oferecer-me genuinamente o coração e bater-me à porta de joelhos. Eu sabia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu queria experimentar tudo. E agora queria experimentar voltar. E se falasse com ele, ele ia cansar-me e esgotar-me e fazer-me acreditar num amor que eu nunca senti. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, deixei tudo e apanhei o avião de regresso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltei para casa e para ele, com Paris no passado. Sem nervos de Paris. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queimei os álbuns de recordações e isso era tudo o que era preciso. Ele abraçou-me com saudades. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com os olhos molhados de alguma vergonha, senti que sentia. E um remorso gigantesco apoderou-se do meu coração e estrangulou-o à beira do colapso. Ficou assim, por uns segundos estático, como meio-morto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o mundo não é justo, como o amor. O mundo é um lugar horrível cheio de gente horrível, como o amor.&lt;br /&gt;Por isso o meu coração voltou à vida, cheio de electricidade. Ao longe, alguém morria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podia não ser exactamente hoje, mas alguém morria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E esse dia concretizara-se. Fora hoje. Ali estava eu em Montmartre, sem coragem para enfrentar a vida que deixara abruptamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltei ao metro e caminhei até casa dele. Ele morava ainda no mesmo sítio. A porteira que me telefonara a avisar, estava à minha espera como se não tencionasse deixar o posto sem me punir primeiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disse-me tudo de uma só vez. Que ele nunca acreditara que eu tivesse partido. Que esperou durante meses o meu regresso. Que esperou as minhas cartas, os meus emails, os meus telefonemas. Depois, deixou de pintar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E de repente, eu lembrei dos quadros que ele pintava. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela insistiu que ele deixara de pintar. E quando deixou de pintar, começou a frequentar o médico todas as semanas. Depois, voltara aos quadros, mas todas as pinturas lhe saiam frenéticas, demasiado loucas. Tão loucas que eram desconexas e sem interesse. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu lembrei-me dos quadros lindos que ele pintava a meio da noite, quando eu voltava secretamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela insistiu “Ele deixou de pintar”. E depois terminou “Ontem abriu a janela e saltou”. Depois acrescentou o nome do cemitério. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas antes, eu pedi-lhe para ver a casa. Ela sorriu-me maliciosamente e disse “Também deitou a chave fora?”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu permiti-me um raro momento de sinceridade e respondi-lhe “Eu nunca tive a chave”. Lá dentro, encontrei uma casa impecavelmente tratada e arrumada, como se ele esperasse o meu regresso. &lt;br /&gt;Cheguei tarde de mais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei tarde de mais a mim mesma. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trouxe um quadro comigo. Um quadro sem valor nenhum, um dos últimos que ele pintara, uma quantidade de riscos sem nenhum sentido. Senti-me um Dorian Gray com o retrato merecido entre as mãos. Então, deixei que o quadro me torturasse. Deixei que aquela fosse um inferno perpétuo tomado em doses pequenas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fechei a porta daquela casa e corri em direcção ao cemitério. Se não me despachasse não teria oportunidade de o ver, uma última vez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas cheguei tarde de mais, outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cemitério permanecia calmo e o segurança indicou-me a campa fresca. “O enterro acabou há meia hora” disse-me ele. E de facto a terra húmida envolvia o ambiente num cheiro forte e adocicado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu senti uma tristeza por ele, semelhante àquela que sentira por mim um dia. Quem me dera que ele tivesse sabido evitar a morte. Quem em dera que ele tivesse sabido mudar de coração e fosse mais resistente ao horror do mundo. Quem me dera que ele nunca tivesse acreditado em mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque eu já não acreditava em mim. Por isso é que estava viva. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-3082167971673733166?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/3082167971673733166/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=3082167971673733166' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3082167971673733166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3082167971673733166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/07/sem-titulo.html' title='Sem título'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-3791730361683295455</id><published>2010-07-16T16:36:00.002+01:00</published><updated>2010-07-16T16:36:56.237+01:00</updated><title type='text'>Abertura para o Buraco Branco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes sonho com um buraco branco que me receba. Com uma luz intensa, igual àquela que me envolve na praia, quando tenho os olhos fechados e olho directamente para o sol na minha cegueira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes sonho com essa limpeza a vestir-me a pele enquanto desço pelo buraco. Essa calma que só a solidão me dá. E desta vez sem coelhos pretos para perseguir. Sem histórias horrorosas de mortes e de rebeldias açucaradas. Sem drogas nem álcool para camuflar o horror que me vive nas veias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só isso, a brancura da paz. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes sonho com isso. Essa ausência de palavras e sentimentos. A ausência de silêncio. A ausência de Nada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um mundo invertido que me receba. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-3791730361683295455?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/3791730361683295455/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=3791730361683295455' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3791730361683295455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3791730361683295455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/07/abertura-para-o-buraco-branco.html' title='Abertura para o Buraco Branco'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-4794552235940192346</id><published>2010-07-15T18:09:00.002+01:00</published><updated>2010-07-15T18:09:27.355+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Poema do dia</title><content type='html'>Não sei o que dizer sobre essa estratégia de amor.&lt;br /&gt;Nunca amei por quadrantes. &lt;br /&gt;Nem calculei distâncias entre corações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que dizer sobre essa sedução:&lt;br /&gt;Esse perfume ou esse silêncio que usas&lt;br /&gt;Nesse jogo de tabuleiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me na escuridão a fermentar os amores &lt;br /&gt;Que nunca serão meus. &lt;br /&gt;Não quero corpos sucessivos na minha cama&lt;br /&gt;Aldrabados pelo cheiro nefasto dum&lt;br /&gt;Perfume de rosas que me simula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu prefiro ser eu, na maior parte do tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-4794552235940192346?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/4794552235940192346/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=4794552235940192346' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4794552235940192346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4794552235940192346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/07/poema-do-dia.html' title='Poema do dia'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-4600391113733071708</id><published>2010-07-12T18:09:00.000+01:00</published><updated>2010-07-12T18:09:01.241+01:00</updated><title type='text'>Smile like you mean it</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes quase me esqueço que Barcelona foi o primeiro destino da minha vida. Foi a primeira descolagem, o primeiro aeroporto. Foi o primeiro cheiro para além da minha janela do quarto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tudo aquilo tinha um fado que se precipitava para o abismo da minha alma. Porque Barcelona foi só uma cidade estranha que vi das janelas ávidas do autocarro. Não cheguei a sentir qualquer cheiro daquele sítio e hoje guardo uma impressão estranha que não era mais do que a minha euforia patética pôr o longe estar à distância dos meus dedos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me de ter saído pela porta do aeroporto e ter vindo cá fora fumar um pouco da cidade. Mas o que vi dali foram apenas umas árvores esquisitas que pareciam palmeiras e uns táxis amarelos e pretos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquilo não era bem o que eu sempre tinha sonhado para a minha primeira viagem. E no entanto, a minha patética alegria era tanta que nem isso eu consegui processar entre as passas que dei daquela cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Às vezes esqueço-me que não foi Paris, com o seu tom turvo, o meu primeiro destino. Porque Paris foi o que eu sonhei. Foi descer as escadas do avião. Foi ouvir a língua diferente no autocarro que apanhei no aeroporto e sair para a metrópole ruidosa. O metro confuso e a nossa indecisão na escolha de linhas. O nosso riso nervoso e excitante. A procura de uma morada que tínhamos no papel ao que nos parecia, no fim do Mundo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devia ter previsto em Barcelona que tudo aquilo era um sonho estropiado que acabou por morrer em Paris. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque de Barcelona guardo um nevoeiro confuso, uma música constante que não parava de rodar no meu mp3. O meu amor utópico que continuava longe de mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aquele meu amor por viagens. Sempre, sempre. Como uma doença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E essa música repetia-se. Oh sim, e repetiu-se em Paris. Lembrei-me tantas vezes dela lá, como se o mp3 não se conseguisse desligar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devia ter previsto tudo aquilo. Mas era nova de mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje sou velha de mais para viver as viagens daquela forma patética e infantil. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Smile like you mean it&amp;nbsp;-The Killers&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-4600391113733071708?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/4600391113733071708/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=4600391113733071708' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4600391113733071708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4600391113733071708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/07/smile-like-you-mean-it.html' title='Smile like you mean it'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-7838430726516155720</id><published>2010-07-05T16:10:00.000+01:00</published><updated>2010-07-05T16:10:04.273+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafo'/><title type='text'>Desabafo III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que sentido tem tudo isto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abre o meu coração, disseca-o como fazias nas aulas de laboratório. Vais ver que não sobra nada. O meu amor não está no coração, como a inteligência nunca esteve em alguma parte do cérebro do Einstein. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto de pensar que há uma ilógica escondida no mundo. Que as pessoas mais interessantes são as que andam de cabeça para baixo. Mas não metaforicamente, isso seria demasiado lógico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes procuro esta quebra de lógica, em todo o lado, até na forma como me abres o coração e percebes como ele funciona em cada peça do meu comportamento. Procurar ilógica em sítios lógicos é a única lógica da minha vida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque eu sei lá que sentido tem tudo isto! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nasci com um faro apurado para a minha morte. Por isso, retiro o meu coração da bancada. Preciso dele para escrever os meus textos, para tocar o meu baixo e para viver, sempre que quero mesmo viver. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No resto tempo, compreendo que vivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-7838430726516155720?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/7838430726516155720/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=7838430726516155720' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7838430726516155720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7838430726516155720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/07/desabafo-iii.html' title='Desabafo III'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-8913004127692919801</id><published>2010-06-18T16:25:00.001+01:00</published><updated>2010-06-18T16:26:33.993+01:00</updated><title type='text'>Viking girl</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Podes perguntar-te várias vezes se isto não é uma incoerência. Se tudo o que eu digo que sinto não me fica afinal apenas na pele. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Se os esforços que faço para largar este pontinho minúsculo no meio do Universo que é a minha casa em Lisboa não são apenas frases de engate que seduzem um trago maior do que a vulgaridade. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantas vezes ele me disse que eu nunca sairia daqui. Que quem fala, nunca age. E a minha fúria atada inquietava-se sem lágrimas. Porque eu sempre fui nórdica, até na minha tristeza. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele sim, nunca sairia daqui! Eu sempre soube onde era a minha casa. E não confundas a minha certeza com a certeza dos vagabundos que ao meu lado, no prédio de Lisboa, se contorcem com as vitórias duma selecção que alguém escolheu por eles. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho uma casa, sim. Tenho um hino. Tenho um país. Mas não me julgues, como ele me julgava. Eu não quero trocar uma casa por outra, como um miúdo birrento que olha para o brinquedo do lado e quer sempre mais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não ando à procura de uma vida mais confortável. Ando à procura de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quero ver a Patagónia e a Austrália e quero sentir o sangue a ferver, como nestes dias em que sei que vou viajar e já sinto a aceleração da descolagem dentro de mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabes? Entrar num aeroporto e sentir-me viva de repente, como se tivessem desligado o piloto automático que me controla. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É aí que me conheces. Essa sou eu. No resto do tempo é uma cópia mole, adaptada à vida que este país decidiu chamar vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não julgues, como ele julgava, que sou uma tonta qualquer sem destino fustigada pelas memórias. Ou que te seduzo com esta minha hospitalidade de ter a estrada como casa permanente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque quando o Mundial chega, e o hino toca, o meu coração agita-se pelo meu país. Porque a Dinamarca mora em mim, com os seus vikings pragmáticos, os seus silêncios glaciares e um estilo de vida sempre vanguardista em que todas as pessoas são possíveis, mesmo aquelas que como eu, vivem em casa à distância. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-8913004127692919801?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/8913004127692919801/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=8913004127692919801' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8913004127692919801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8913004127692919801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/06/viking-girl.html' title='Viking girl'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-7181022049024507625</id><published>2010-06-15T23:44:00.001+01:00</published><updated>2010-06-15T23:49:43.937+01:00</updated><title type='text'>Ao Léon</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Les grandes personnes aiment les chiffres. Quand vous parlez d’un nouvel ami, elles ne vous questionnent jamais sur l’essentiel. Elles ne vou dissent jamais: “quell est le son de sa voix? Quels sont les jeux qu’il préfère? Est-ce qu’il collectionne les papillons?"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Elles vous demandent&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;“Quel âge a-t-il? Combien a-t-il de frères? Conbien gagne son père?" &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Le petit prince&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi a primeira vez em que pensei na matemática de forma diferente. Foi a primeira vez em que os números no meu caderno de quadrados olharam para mim como se fossem estranhos de rua, com um sorriso disfarçado e uma implícita atitude pré-concebida, de quem calcula. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ironicamente, eu que tanto gostava de matemática, nunca calculava. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi, desde que me lembro, a primeira vez em que me senti sozinha. E comecei por odiar o Saint-Exupéry na sua eterna história diabólica sobre as pessoas grandes e a fixação pelos números. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu até tinha gostado do prólogo. Lembro-me que li vezes sem conta aquelas frases sobre o Léon. E pensava nele com mais cuidado do que pensava no&amp;nbsp;principezinho que tinha a sua rosa, ou no Saint-Exupéry que tinha o principezinho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes, à noite, ainda dou por mim a pensar nele, que não tinha nada e passava fome e passava frio. Dantes, até imaginava um romance vadio com esse francês moribundo que conservava intacto um coração. Sempre me pareceu a alma perfeita para amar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas isso era dantes, em que havia sonhos e eu não era caloira. Hoje continuou a pensar nele, na sua breve passagem pelo mundo naquele prólogo daquele livro que me roubou a matemática. Mas o romance ficou preso dentro do livro e nunca mais voltou. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem que eu aprendi a fazer contas antes de falar. E nunca me serviram as palavras, quando as usei na escola. Desde cedo que o Mundo não quis comunicar comigo e eu encontrei na matemática uma exactidão universal que bania da minha vida os incompetentes e os falaciosos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque os números abstractos nunca me mentiam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aquele dia em que li o Principezinho.&amp;nbsp;E&amp;nbsp;o&amp;nbsp;Léon me&amp;nbsp;aparecia de noite a morrer numa rua sem nome e me dizia “ As pessoas grandes só pensam em números”.&amp;nbsp;E olhava para mim de forma desiludida e morria sem fazer barulho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nunca consegui deixar de sentir a desilusão dele. Sempre que comprava cadernos de quadrados. Sempre que passava a mais uma cadeira&amp;nbsp;do meu curso de engenharia. Sempre que resolvia uma equação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sempre que passo mais tempo com os números e eles me dão um pedaço do velho descanso da minha infância é a voz do Léon dos meus sonhos que oiço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E dou por mim com a garganta presa por palavras que nunca saem “Eu nunca quis crescer!”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, vou voltar para os números, porque afinal eu nunca soube comunicar e as palavras nunca quiseram o meu amor infantil. Há talvez um mundo paralelo onde eu existo e que seria difícil de conceber para o Saint Exupery.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, antes de voltar para os números num amor resistente e desgastado em discussões de intimidade, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostava de pedir desculpa ao Léon pela minha falha abstracta imperdoável. E garantir-lhe que nunca vou crescer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-7181022049024507625?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/7181022049024507625/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=7181022049024507625' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7181022049024507625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7181022049024507625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/06/ao-leon.html' title='Ao Léon'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-1002981614879091040</id><published>2010-06-14T10:25:00.001+01:00</published><updated>2010-06-14T10:25:04.076+01:00</updated><title type='text'>Smells like perfect life</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/orpheus_girl/4697361871/" title="photo sharing"&gt;&lt;img src="http://farm5.static.flickr.com/4005/4697361871_495d9e4b5c_m.jpg" alt="" style="border: solid 2px #000000;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 0.9em; margin-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/orpheus_girl/4697361871/"&gt;Smells like perfect life&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Upload feito originalmente por &lt;a href="http://www.flickr.com/people/orpheus_girl/"&gt;Alice Andersen&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br clear="all" /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-1002981614879091040?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/1002981614879091040/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=1002981614879091040' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1002981614879091040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1002981614879091040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/06/smells-like-perfect-life.html' title='Smells like perfect life'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm5.static.flickr.com/4005/4697361871_495d9e4b5c_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-3391741264483326483</id><published>2010-06-12T14:25:00.000+01:00</published><updated>2010-06-13T14:30:44.640+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><title type='text'>A Queda do Muro de Berlim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como se comer, beber e dormir com roupa quente fosse liberdade. Como se escolher o melhor caminho, fosse liberdade. Como se nunca ver o Mundo fosse liberdade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Consideras a liberdade como um bem menor, um consumo supérfluo. A metáfora coloca-a debaixo da redoma, como se fosse muito frágil essa liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre considerei as redomas como prisões e qualquer metáfora como uma grade da jaula. Lamento quebrar essa fina capa de ilusão na qual não ter frio é um nobre propósito. A morte é dura, eu sei. Mas a verdade é que quando morremos, todos temos frio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu conto com um cobertor na alma mais quente do que todas as mantas que arranjas enquanto não atravessas fronteiras, não cedes a tentações e vives numa aldeia confortável onde todos são iguais e escondem a ambição debaixo do tapete. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que a liberdade é tenebrosa. Tal como é o silêncio no qual tu desenhas os teus pensamentos e crias a tua filosofia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a liberdade é isso mesmo, esse caminho rebelde e teimoso. Pode ser medíocre ou pode ser genial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas se não for irresponsável, nunca será livre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer coisa que construas sem liberdade, não é verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não existe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo esse frio que evitas é uma ilusão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E um dia a verdade acaba sempre por bater à porta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E mais vale que os muros não estejam lá para te separar dela. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em memória do Muro que caiu em Berlim, a 16 de Agosto de 2009.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-3391741264483326483?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/3391741264483326483/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=3391741264483326483' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3391741264483326483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3391741264483326483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/06/queda-do-muro-de-berlim.html' title='A Queda do Muro de Berlim'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5995676385945677523</id><published>2010-06-11T16:14:00.000+01:00</published><updated>2010-06-13T14:31:01.643+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>10 de Junho</title><content type='html'>A morte comemorada assim &lt;br /&gt;Entrou na minha casa, &lt;br /&gt;De madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto me alinhavava&lt;br /&gt;com essas agulhas toscas &lt;br /&gt;e mal afiadas,&lt;br /&gt;a morte comemorada assim&lt;br /&gt;cobria os meus livros&lt;br /&gt;obrigatórios&lt;br /&gt;cheios de rimas estratégicas&lt;br /&gt;e nobres objectivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não são permitidos&lt;br /&gt;Livros obrigatórios&lt;br /&gt;Enquanto se cose&lt;br /&gt;um ser humano de trapos&lt;br /&gt;e de saudades.&lt;br /&gt;E a poesia nunca &lt;br /&gt;teve&lt;br /&gt;um propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou livre para nunca&lt;br /&gt;Gastar as minhas mãos&lt;br /&gt;Em livros obrigatórios&lt;br /&gt;Mas antes ensaiar em mim&lt;br /&gt;Uma camada de recheio&lt;br /&gt;Que de vez em quando&lt;br /&gt;Solta versos&lt;br /&gt;Que nunca estarão &lt;br /&gt;Disponíveis para leres&lt;br /&gt;em bibliotecas construídas&lt;br /&gt;de propósitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5995676385945677523?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5995676385945677523/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5995676385945677523' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5995676385945677523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5995676385945677523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/06/10-de-junho.html' title='10 de Junho'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-4826948736065915091</id><published>2010-06-07T15:33:00.001+01:00</published><updated>2010-06-13T14:31:01.643+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>A mão de Deus</title><content type='html'>Dois bafos de cigarro. &lt;br /&gt;Duas noites e dois copos de vodka. &lt;br /&gt;Eis o espaço que dou a perguntas&lt;br /&gt;alheias.&lt;br /&gt;Gosto de deglutir essa ideia &lt;br /&gt;na minha língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca gostei de falsas vitórias. Não existe nada &lt;br /&gt;para além do tudo.&lt;br /&gt;A verdade não é ausência de mentira. &lt;br /&gt;E se a desconfiança habita a planície aberta, &lt;br /&gt;a imensidão do silêncio &lt;br /&gt;transcende o teu eco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as verdades habitam silêncios puros,&lt;br /&gt;E não têm raízes.&lt;br /&gt;Por isso, se não amas&lt;br /&gt;mais vale que eu&lt;br /&gt;o saiba agora.&lt;br /&gt;Grita-o nesse vento&lt;br /&gt;latino que nunca destrói a pampa &lt;br /&gt;seca.&lt;br /&gt;Não marques um golo como o Maradona.&lt;br /&gt;Posso sobreviver a uma derrota,&lt;br /&gt;mas nunca me chegaria orgulho &lt;br /&gt;para regar&lt;br /&gt;uma vitória inventada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-4826948736065915091?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/4826948736065915091/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=4826948736065915091' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4826948736065915091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4826948736065915091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/06/mao-de-deus.html' title='A mão de Deus'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-825852628356545244</id><published>2010-06-02T17:27:00.001+01:00</published><updated>2010-06-02T17:27:25.985+01:00</updated><title type='text'>Incompreensão</title><content type='html'>Dantes, a depressão viveu em mim.&lt;br /&gt;Deixei de comer e de dormir. Deixei de escolher a roupa para me vestir de manhã. Deixei de escovar o cabelo. Deixei de carregar no botão do Play do mp3. &lt;br /&gt;Deixei de ir ao café ou a festas. Deixei de sair sozinha. Deixei de escrever. &lt;br /&gt;Deixei de querer viajar.&lt;br /&gt;Deixei de estar à janela. &lt;br /&gt;Deixei de abrir o computador. Deixei de ver fotografias. &lt;br /&gt;Deixei de ver televisão. Deixei de ir ao cinema. Deixei de comer pipocas.&lt;br /&gt;Deixei de comprar roupa. Deixei de ir ao curso de alemão.&lt;br /&gt;Deixei de trabalhar. Deixei de saber onde estava o telemóvel. &lt;br /&gt;Deixei de ler. &lt;br /&gt;Deixei de receber prendas ou visitas.&lt;br /&gt;Deixei de ver jogos de futebol. Deixei de olhar para mapas. Deixei de cozinhar.&lt;br /&gt;Deixei de fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cicatrizes escondidas dum osso roto,&lt;br /&gt;destapadas por esse amor ligeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia não me sobraram hipóteses:&lt;br /&gt;Deixei-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-825852628356545244?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/825852628356545244/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=825852628356545244' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/825852628356545244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/825852628356545244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/06/incompreensao.html' title='Incompreensão'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-8614452122102495551</id><published>2010-06-01T18:36:00.000+01:00</published><updated>2010-06-01T18:36:15.809+01:00</updated><title type='text'>Humildade arrogante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje estou num daqueles dias de ego inchado, mas com uma humildade que me credibiliza. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vá, faz lá esse teu movimento de rotina. De passeio pela mediocridade. Faz essa tua voltinha de circo que arranca aplausos aos outros, não menos ignorantes do que tu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em dias como o de hoje, apetece-me bocejar ao som do teu espectáculo. E nem sequer é uma atitude de desprezo. Não pretendo que saibas que te acho ridículo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tu és ridículo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, vejo-te tão bem cá de cima. Vejo tão bem as tuas rugas enfadonhas e a luta desesperada, quase cómica, para te tentares construir a pessoa perfeita que encaixa no mundo que desejas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E vejo bem como és feio e desinteressante. Em como tens que compensar todas as carências físicas, com uma inteligência comprada para que estas mulheres olhem para ti e te aceitem. Ou pelo menos, que não te deixem. E aposto em que hoje em dia, isso já é o suficiente para ti. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vá mostra lá a tua dança de todos os dias. Acredita, que isso vai diminuir com o passar dos tempos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já ganhaste a tua mulher para foder todos os dias. E um emprego para poderes brincar aos senhores importantes. O teu “show” é cada vez menos preciso e as luzes apagar-se-ão muito antes de morreres. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu nem vou gastar tempo a apupar-te. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enterra-se contigo o teu fim, todos os dias. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-8614452122102495551?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/8614452122102495551/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=8614452122102495551' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8614452122102495551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8614452122102495551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/06/humildade-arrogante.html' title='Humildade arrogante'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6288208169405365499</id><published>2010-05-27T23:40:00.002+01:00</published><updated>2010-05-28T17:48:43.852+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Amores banais</title><content type='html'>Nunca quis amores banais.&lt;br /&gt;Não tenho qualquer interesse em não estar &lt;br /&gt;sozinha.&lt;br /&gt;Tenho em mim este narcisismo&lt;br /&gt;Que arranquei à força de espelhos.&lt;br /&gt;E aperto contra o peito todas as&lt;br /&gt;noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca gostei de metáforas e &lt;br /&gt;máscaras para a solidão,&lt;br /&gt;que usam camas sucessivas&lt;br /&gt;para fabricar amores sucessivos.&lt;br /&gt;Laivos de prazer que enchem páginas&lt;br /&gt;de escrita de poetas&lt;br /&gt;boémios. &lt;br /&gt;Únicos, neste país de invenção,&lt;br /&gt;onde ler duas palavras seguidas&lt;br /&gt;é cultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca gostei de cozinhas partilhadas&lt;br /&gt;E camas partilhadas.&lt;br /&gt;Tenho horror à fusão&lt;br /&gt;de vidas. &lt;br /&gt;E a casamentos de conveniência&lt;br /&gt;Que inventam vestidos compridos&lt;br /&gt;E crianças ranhosas,&lt;br /&gt;Numa dança cíclica que a inteligência&lt;br /&gt;que não existe não permite&lt;br /&gt;não questionar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tive paciência para histórias de amor&lt;br /&gt;De televisão&lt;br /&gt;papadas entre sexo explícito&lt;br /&gt;e bordados cor-de-rosa.&lt;br /&gt;Tresandam a mofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu,&lt;br /&gt;gosto de respirar à janela e sentir os&lt;br /&gt;meus pulmões doentes.&lt;br /&gt;Assassinados pelo meu amor.&lt;br /&gt;O melhor futuro que se pode&lt;br /&gt;prometer é o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis um amor de morte&lt;br /&gt;Suspenso em viagens.&lt;br /&gt;Com açafrão e o calor do deserto.&lt;br /&gt;Nas palmas das mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis fugir de madrugada&lt;br /&gt;E viver um amor de cinco minutos.&lt;br /&gt;Que durasse para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6288208169405365499?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6288208169405365499/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6288208169405365499' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6288208169405365499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6288208169405365499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/05/amores-banais.html' title='Amores banais'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-342861621338334815</id><published>2010-05-24T22:09:00.001+01:00</published><updated>2010-05-25T10:30:16.939+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Amor cíclico</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Do sítio onde estava via toda a praia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O extenso areal branco sem margens e o risco de mar azul claro,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;borrado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;pelos dedos de um qualquer Deus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;descuidado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Do sítio onde estava via, repetidamente, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;uma mancha negra de pessoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;que atravessava o areal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;sem grãos de rasto;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;um cenário deformadamente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;escurecido de branco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas trazia-lhe o mar um gosto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;amargo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;a consciência de morte,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;sempre que de manhã passava na praia e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;aquela mulher lhe comia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;mais um pedaço de coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"Porque te vestes de preto?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estou de luto permanente por mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há um agoiro de vento que me adoece&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;as asas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vem de terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sempre veio de terra. E por isso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;passeio a minha consciência &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;pelo mar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;enquanto espero a minha vez de &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;morrer.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-342861621338334815?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/342861621338334815/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=342861621338334815' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/342861621338334815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/342861621338334815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/05/amor-ciclico.html' title='Amor cíclico'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5645774513516665333</id><published>2010-05-16T23:01:00.000+01:00</published><updated>2010-05-16T23:01:26.082+01:00</updated><title type='text'>Palavras certas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;“Prefiro a morte”, disse ela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oh, ela estava sempre a dizer esse tipo de coisas. Essas e outras, todas misturadas eram difíceis de entender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre tive vontade de lhe dizer que a morte era uma coisa séria. Que ela devia pensar bem na morte. Tal como pensava na vida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ela não pensava em nada. As palavras fugiam-lhe da boca, como eu sempre fugira de qualquer responsabilidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras vezes ela chorava. E eu, tal como um boneco demasiado desajeitado, entupia o ar com o meu silêncio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas naquele sítio escuro ao pé do rio, eu pensava na morte. Como sempre, os pensamentos esquivos do meu último momento angustiavam-me as mãos retorcidas. Cada golfada de ar a saber á ultima, sem ser a última. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse gosto de sangue ressequido nos lábios e uma vontade de vodka: acabar com esta consciência e perpetuá-la indefinidamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porque é que eu nunca sabia dizer as palavras certas? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A morte. Ninguém prefere a morte. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem encontrei-te por acaso. Ias na rua certa para me encontrares e sabes que não acredito em coincidências. Agarraste essa minha fragilidade e levaste-a para a cama num abraço de prazer demorado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só acordei de madrugada, na tua cama fria, e entre um beijo demasiado molhado encontrei as palavras certas para a tua presença dentro de mim naquela noite. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E senti-me a pessoa errada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela sempre dizia que eu sou uma pessoa permanentemente insatisfeita. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5645774513516665333?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5645774513516665333/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5645774513516665333' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5645774513516665333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5645774513516665333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/05/palavras-certas.html' title='Palavras certas'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-8812840089961656485</id><published>2010-05-14T17:49:00.001+01:00</published><updated>2010-05-14T17:52:50.635+01:00</updated><title type='text'>Perfeição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tu sempre foste o melhor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tua força calcária atravessava os tempos, como se vivesse permanentemente em ti uma guerra ganha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre afogaste os medos como gatos recém-nascidos indesejáveis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ao som da morte, tu limitavas-te a baixar o volume; sempre controlaste a realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ganhavas em perfeição a todos, porque te ultrapassavas em corridas sucessivas. Deixavas cascas de ti mesmo para trás todos os dias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela noite, decidiste tocar perfeitamente para a assistência que te idolatrava. E como sempre, a perfeição estava ali ao teu alcance, como uma maçã numa árvore demasiado baixa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca soubeste o que correu mal nessa noite. Ainda hoje não sabes: a árvore continua do mesmo tamanho, tal como os teus nervos queimados. A perfeição continua tão fácil hoje como naquela noite. Ainda não sabes onde erraste, porque nunca chegaste a errar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu vi. Eu vi-te ser perfeito. E vi-o enganar-se nas primeiras notas. Vi o desespero humano na figura física que transpirava das mãos; o amor que trouxera para o palco traíra-o. Ao contrário de ti, ele não era perfeito e errou irreversivelmente em notas que se perderam na música transfigurando-a, enquanto a assistência segurava uníssona a respiração dele que podia quebrar-se a qualquer momento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que foi perfeito, foi a força dele. O mesmo amor que o traíra, salvou-o e ele deu essas notas por perdidas. Mas só essas. Depois esqueceu-se de quem era e chorou a sua imperfeição em palco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A assistência aplaudiu de pé, como nunca te aplaudiu a ti e, agora tu sabes, nunca te vai aplaudir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque a verdadeira perfeição só emerge depois da falha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tu não sabes falhar. Por isso nunca serás perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para todos os músicos que têm a pretensão da perfeição. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-8812840089961656485?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/8812840089961656485/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=8812840089961656485' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8812840089961656485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8812840089961656485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/05/perfeicao.html' title='Perfeição'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-4098431870800057388</id><published>2010-05-12T16:00:00.000+01:00</published><updated>2010-05-25T10:30:16.939+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Love cannot save you from your own fate</title><content type='html'>Sinto-te com todas as extremidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero chegar a casa e partir&lt;br /&gt;todos os teus móveis.&lt;br /&gt;Amarrar a sereia com a minha&lt;br /&gt;corda, fazê-la gritar&lt;br /&gt;e ser&lt;br /&gt;um Ulisses desvairado&lt;br /&gt;saciado pela sede&lt;br /&gt;de não voltar para a Penélope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero destruir-te e deixar-te&lt;br /&gt;caído no chão, ao pé&lt;br /&gt;da faca com que me cortarás&lt;br /&gt;o coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinto-te demais. E sou&lt;br /&gt;um fantoche de &lt;br /&gt;mim mesma, que não sabe&lt;br /&gt;obedecer ao mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor latente é este&lt;br /&gt;que nunca devia começar.&lt;br /&gt;Nunca soube pôr o amor em cima &lt;br /&gt;da mesa quando chego a casa. &lt;br /&gt;E por isso, um dia vais bater a porta&lt;br /&gt;e encontrá-lo espalhado&lt;br /&gt;pelos móveis que nunca cheguei &lt;br /&gt;a partir.&lt;br /&gt;E perceber que eu sou a causa &lt;br /&gt;da morte&lt;br /&gt;do nosso amor imortal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-4098431870800057388?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/4098431870800057388/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=4098431870800057388' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4098431870800057388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4098431870800057388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/05/love-cannot-save-you-from-your-own-fate.html' title='Love cannot save you from your own fate'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-3490236994887061466</id><published>2010-05-10T18:45:00.000+01:00</published><updated>2010-05-10T18:45:52.728+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><title type='text'>Pensamento do dia</title><content type='html'>Hoje tenho vontade de voltar a Paris e dizer-lhe que ele&amp;nbsp;sempre esteve certo.&lt;br /&gt;Eu não volto a Paris.&lt;br /&gt;Mas hoje sinto o orgulho dele em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-3490236994887061466?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/3490236994887061466/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=3490236994887061466' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3490236994887061466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3490236994887061466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/05/pensamento-do-dia.html' title='Pensamento do dia'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-8864274175382855731</id><published>2010-05-07T14:12:00.000+01:00</published><updated>2010-05-25T10:30:16.940+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Poema</title><content type='html'>Dois quadrados de sol:&lt;br /&gt;Eis o triunfo do meu dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu atravessada com uma espada &lt;br /&gt;no enquadramento&lt;br /&gt;Sorris com esses dentes de &lt;br /&gt;desenho animado.&lt;br /&gt;e&amp;nbsp;essa roupa de bolor &lt;br /&gt;que está na moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega-me no ar o cheiro&lt;br /&gt;do teu caixão&lt;br /&gt;e uma vontade incontrolável de&lt;br /&gt;vomitar-te para cima&lt;br /&gt;pinta-me os lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estou grávida&lt;br /&gt;de solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vejo os meus quadrados de sol&lt;br /&gt;trincados.&lt;br /&gt;Um enjoo &lt;br /&gt;por saber que o meu caixão&lt;br /&gt;está ao lado do teu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-8864274175382855731?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/8864274175382855731/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=8864274175382855731' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8864274175382855731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8864274175382855731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/05/poema.html' title='Poema'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5010868572468628016</id><published>2010-05-04T10:53:00.000+01:00</published><updated>2010-05-04T18:18:53.339+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dead inspirations'/><title type='text'>Jacques Brel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Existe uma aparente indiferença sobre o que não se vê. Ou como se tudo o que se visse fosse simplificado numa equação de imagens. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu sempre rejeitei a realidade dos meus olhos, esses órgãos viciados num mundo demasiado feio para não enviesar o mais refractário dos ângulos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Hoje oiço Jacques Brel à janela da cozinha. E tu dizes-me que ele era feio. Como se a vida dele, como se a existência dele se resumisse a um corpo abandonado dentro de uma voz. Como se essa voz, essas palavras que oiço neste momento fossem a compensação cedida por um qualquer Deus. Como se esse Deus que me inventas tivesse pena da cara dele, das rugas dele, do nariz torto dele. Como se ele cantasse daquela forma porque nasceu assim, fechado num corpo horrível e lamentasse em cada nota, a solidão da sua fealdade que o afastou do mundo das pessoas bonitas onde o sexo é garantido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas na realidade ele era feio, tu repetes. E isso quase me magoa, de tão complexamente superficial. Eu sei que ele era feio. Sei-o porque me habituei aos estímulos deste mundo mudo. Sei-o porque reconheço os padrões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas eu &lt;em&gt;não compreendo&lt;/em&gt; que ele seja feio. Eu &lt;em&gt;não o acho&lt;/em&gt; feio. Mesmo com as rugas e o nariz e todos esses defeitos, que aparentemente o tornam horrível. No meu mundo invertido eu só lhe vejo a voz. A voz é o único corpo que lhe conheço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Importa-me lá que ele tivesse essas características todas que lhe apontas. Não são relevantes, não existem. Não precisam de ser compensadas. Elas são aquilo que eu quero ver e não o contrário. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por isso não digas que te estou a fazer um elogio pela metade quando te digo que podes ser-me tão lindo como o Jacques Brel. Tomara esse Deus que não existe, em algum momento conseguir compensar o corpo grego que tem, com uma existência tão cheia como a que existe na voz de Brel. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Este é o melhor elogio que te posso fazer. Porque significa que não tens nada a compensar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para o Ricardo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5010868572468628016?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5010868572468628016/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5010868572468628016' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5010868572468628016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5010868572468628016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/05/jacques-brel.html' title='Jacques Brel'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5029735857574374968</id><published>2010-05-03T13:31:00.001+01:00</published><updated>2010-05-03T13:32:36.790+01:00</updated><title type='text'>Um cigarro no caís do Sodré</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ia a sair de casa, quando o encontrei. A noite estava tão quente que os vidros da janela escorriam mel de Verão. E por isso larguei o quarto aberto, silencioso como um gato para poder lamber esse doce, cuja ausência me tornava ainda mais anémica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Onde vais?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Perguntas de vão de escada, de prédios multiplicados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Vou lá a baixo fumar um cigarro”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Olhares cúmplices em lâminas de instantes. Por há sempre sinónimos para aquilo que não queremos dizer. E há uma linguagem de esgotos, que nos vive debaixo da pele onde sabemos as respectivas correspondências. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu repito-me que ele conhece essa linguagem proibida. Que sabe exactamente o que cada uma destas palavras quer dizer no meu universo restrito que é o mundo inteiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Está bem, fazes bem”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas ele não sabe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Desço as escadas em busca de ar, sinto-me repentinamente presa numa rotina de vida. Como se este calor puxasse em mim aquele amor escondido. Como se nunca tivesse deixado de amar a minha adolescência e esse primeiro amor voltasse sempre que faz calor e eu estou presa em quatro paredes de uma rua. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ar puro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Afasto-me da porta do prédio. Dos vizinhos. Da rua. Do bairro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O cigarro sabe-me a mel, neste vento que me leva para longe. Gostava era de voltar ao meu amor, que ficou esquecido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Este calor inquieta-me, faz arder a pouca razoabilidade que me sobrou desse sonho antigo. Porque é que este calor não me explodiu nas mãos? Vive-me aqui, numa implosão constante. Gostava tanto de vê-lo explodir, como gosto de o sentir aqui, sensualmente perto da minha pele a ameaçar a explosão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há uma distância ilimitada que nunca poderei percorrer. E não vale a pena dizer que amo Lisboa. Amei-a dantes, nestes anos podres barrados de ócio. Ou talvez nunca tivesse chegado a amá-la. Porque não amo nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Só amo o que não se ama: o próximo instante, as ruas sem paredes. As gotas do mar e a saudade do futuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não a vale a pena arranjar todos os dias desculpas para poder amar. Estou farta de desculpas que turvam o mundo para eu poder suportá-lo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não quero amar coisas que não quero amar. Tal como não quero ouvi-lo dizer coisas que ele não disse. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Voltei. Abro a porta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Demoraste! Foste fumar um cigarro ao Caís do Sodré?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Até parece. Mas ele não sabe. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5029735857574374968?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5029735857574374968/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5029735857574374968' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5029735857574374968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5029735857574374968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/05/um-cigarro-no-cais-do-sodre.html' title='Um cigarro no caís do Sodré'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-2251898179128501190</id><published>2010-04-29T17:50:00.000+01:00</published><updated>2010-04-29T17:50:12.533+01:00</updated><title type='text'>Os meus dois amigos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os meus dois amigos são dois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vieram montados nesses cavalos do faroeste. E nesta vila onde as moscas do bar são mais rápidas do que as mentes a sacar uma pistola de originalidade, eles foram os cowboys dos filmes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os meus dois amigos são dois. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas vieram lado a lado. Com a liberdade vergonhosamente gravada nas crinas do cavalo único, que ambos montavam. E eu afaguei esse cavalo com a mão da minha solidão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os meus dois amigos são dois. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os meus dois amigos são um. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Depois, quando eu já era outra, revirada no par de olhos novos que me deram, apaixonei-me por esse fim de tarde que se impunha ao fim da estrada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Porque um deles foi mais rápido. Um deles sabia de cor a podridão falada deste lugar esquecido no fim do mundo dos esquecimentos. Um deles sabia a língua das vizinhas à janela a cozinhar a vida alheia, a língua das miúdas de bar de strip no seu show vulgar e ordinário. E o outro não. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O outro era só um viajante ocasional que passeava a sua solidão trancada. Uma solidão mais honesta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E foi por isso que quando o meu amor me deixou no fundo dum frasco de vodka, ele foi o único amigo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Verdadeiro como o álcool. Quente e inflamante como o álcool. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os meus dois amigos que eram dois.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os meus dois amigos que eram um.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O meu amigo que era um. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Porque afinal no cavalo só viajava um amigo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E ele usou esse mesmo cavalo em que chegou, para me levar da casa dele onde eu ia morrendo aos pedaços, entre os risos e o algodão doce daquela feira popular social. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Porque o que nos aproximou de forma proibida foi esse peito aberto à guerra, com o estandarte da solidão à frente. Foi essa mão que nunca passamos um no outro, cada vez que sentíamos a dor do isolamento, a sustentação da ausência de hipocrisia. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi assim que nasceu esse amor de amizade. Foi tão honesto que ninguém percebeu, nesta vila social onde toda a gente se ata e se remenda com as linhas de quem gostava de ser. Foi tão honesto que nem nós soubemos, que entre as nossas duras palavras, um abraço significava o amor mais puro. Um amor nórdico que contrastava com o meu tom de pele. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O meu amigo que era um.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As saudades desse meu amigo que me deitou na cama e me aconchegou quando voltei para casa... Para a vila de monstros deformados e estáticos que obrigavam o relógio a andar para a frente para se convencerem de que evoluíam. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O meu amigo que era um. Mas que sempre valeu por todos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas hoje o meu amigo está mudo. Chegou-lhe a notícia de que me libertei daquela vila e que estou prestes a correr a mundo. Chegou-lhe a notícia de que talvez passe à porta dele. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E os ciúmes latinos que herdou da minha pele povoam-lhe a ausência de palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os meus amigos que eram dois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os meus amigos que eram um.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O meu amigo que era um.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O meu amigo que afinal nunca foi meu amigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Porque eu escolhi o amigo errado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Porque eu escolhi o amor errado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E nesse erro crasso carregado de partículas sociais, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;condenei ambos a falharem comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-2251898179128501190?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/2251898179128501190/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=2251898179128501190' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2251898179128501190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2251898179128501190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/04/os-meus-dois-amigos_29.html' title='Os meus dois amigos'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-4482717710688223831</id><published>2010-04-28T16:44:00.000+01:00</published><updated>2010-04-28T16:44:12.246+01:00</updated><title type='text'>O pior inimigo é o desconhecido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram noites deslocadas e aguerridas com vontade de pegar na espingarda e saltar da janela de farripas. A humidade era uma consciência pegajosa que me sujava a pele. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tantas vezes acordei na selva, numa cabana folhada de ideias abstractas. O medo impelia-me os músculos e sentia a saliva quente da minha própria urgência, mastigada entre as fervuras das insónias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque vivia mais na selva do que em mim. E eu sempre fui essa máquina de matar desafios, esse assassino estrangulador da legítima defesa. E vivia para sair daquela cabana, com as mãos coladas à espingarda que mataria todas as onças, estrategicamente colocadas entre as farripas da minha janela e o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas às vezes quando os meus olhos molhados sucumbiam à luz violeta e ao zumbido das moscas podres, eu acordava num pesadelo diferente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a janela e o mundo estavam à distância de um palmo, que comodamente instalados não se mexiam em relação um ao outro. E onde a luxúria era a humidade da selva, a minha espingarda colada aos dedos era um ornamento difícil de explicar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu tornava-me no ridículo caçador de olhos atados, que disparava no ar contra as onças de fumo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até que ocasionalmente, percebia a permanência da espingarda. E com um único tiro silenciava todas as onças. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-4482717710688223831?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/4482717710688223831/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=4482717710688223831' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4482717710688223831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4482717710688223831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/04/o-pior-inimigo-e-o-desconhecido.html' title='O pior inimigo é o desconhecido'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-4369880428603645733</id><published>2010-04-25T23:30:00.003+01:00</published><updated>2010-04-25T23:49:26.606+01:00</updated><title type='text'>Nacionalidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje vesti a minha camisola da Dinamarca. Sentei-me no sofá a relembrar a adrenalina do dia em que os avançados golearam Portugal e eu estava no lado errado da plateia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oh, não lamentes. Não lamentes esta minha deficiência. O meu eterno fado melancólico... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há melancolia alguma nesta adrenalina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gritei o hino em português nas minhas palavras dinamarquesas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque a minha nacionalidade está no coração, não está num bilhete de identidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não preciso de me renovar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só lamento não estar ali, do outro lado. Nisso estamos de acordo, eu estou do lado errado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas vês a minha sorte? Ganhamos o jogo e por esta noite voltaste calado, sem argumentos de golos não tens  nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A diferença é que se tivessemos perdido continuaria a ter orgulho na minha equipa. Porque ela estende-se para lá do campo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-4369880428603645733?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/4369880428603645733/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=4369880428603645733' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4369880428603645733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4369880428603645733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/04/nacionalidade.html' title='Nacionalidade'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-2590574847512223167</id><published>2010-04-22T22:40:00.000+01:00</published><updated>2010-05-25T10:30:16.940+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Poema do dia II</title><content type='html'>Todas as cartas de amor que escrevi&lt;br /&gt;falharam.&lt;br /&gt;E hoje sobram-me lembranças&lt;br /&gt;de um amor típico, encaixotado em palavras;&lt;br /&gt;Tiques nervosos quando pego na caneta&lt;br /&gt;e uma ausência de capacidade bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não tenho mais tinta nessa caneta.&lt;br /&gt;Nem pele para falhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto este amor é demasiado para&lt;br /&gt;o silêncio que o guarda.&lt;br /&gt;As velas tremem quando passo no teu corredor&lt;br /&gt;E urgem palavras quentes&lt;br /&gt;que os meus pés nús fixam&lt;br /&gt;em pegadas mudas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nos interstícios das noites descontínuas&lt;br /&gt;O azul do meu silêncio congela&lt;br /&gt;todas minhas falhas em capítulos exíguos.&lt;br /&gt;E a probabilidade de eu voltar falhar é um número&lt;br /&gt;redondo como a lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, nunca este&lt;br /&gt;Amor&lt;br /&gt;caberia em palavras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-2590574847512223167?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/2590574847512223167/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=2590574847512223167' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2590574847512223167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2590574847512223167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/04/poema-do-dia-ii.html' title='Poema do dia II'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-8189612712020210185</id><published>2010-04-22T15:54:00.001+01:00</published><updated>2010-05-25T10:30:16.941+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Poema do dia</title><content type='html'>Não sei porque nasci assim&lt;br /&gt;com este defeito na vista.&lt;br /&gt;Não sei porque é que o meu coração&lt;br /&gt;está sempre um palmo à frente das minhas&lt;br /&gt;mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje sinto uma saudade de mar. Que só o coração&lt;br /&gt;que me bate longe consegue suportar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-8189612712020210185?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/8189612712020210185/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=8189612712020210185' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8189612712020210185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8189612712020210185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/04/poema-do-dia.html' title='Poema do dia'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-103802821360609441</id><published>2010-04-20T12:53:00.001+01:00</published><updated>2010-04-20T12:53:59.172+01:00</updated><title type='text'>Dreaming about freedom</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/orpheus_girl/4535769539/" title="photo sharing"&gt;&lt;img src="http://farm3.static.flickr.com/2804/4535769539_b60ed269cc_m.jpg" alt="" style="border: solid 2px #000000;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 0.9em; margin-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/orpheus_girl/4535769539/"&gt;Dreaming about freedom&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Upload feito originalmente por &lt;a href="http://www.flickr.com/people/orpheus_girl/"&gt;Alice Andersen&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br clear="all" /&gt;&lt;p&gt;Amor nórdico num fim de tarde.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-103802821360609441?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/103802821360609441/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=103802821360609441' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/103802821360609441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/103802821360609441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/04/dreaming-about-freedom_6547.html' title='Dreaming about freedom'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm3.static.flickr.com/2804/4535769539_b60ed269cc_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-3197019900153380433</id><published>2010-04-19T23:24:00.000+01:00</published><updated>2010-04-19T23:25:05.544+01:00</updated><title type='text'>Contrariando Eugénio de Andrade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Devolve-me.&lt;br /&gt;Sabes toda aquela conversa sobre aceitares o passado?&lt;br /&gt;Sobre entenderes o passado? Esquece. São só palavras vãs. Pombas suaves que te atam os nervos para que nunca venhas a fazer o que estou a fazer agora. Para que nunca venhas a apontar a arma que te aponto neste momento.&lt;br /&gt;Para que nunca vejas o real arrependimento, como eu vejo agora nos teus olhos. Para que não saibas que foi tudo um erro, para que não tenhas a consciência fria e horizontal de que o passado te matou. Como eu tenho agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devolve-me. Devolve-me quem eu era antes de ti.&lt;br /&gt;As cartas que te dei. Os doces que te fiz. Os sonhos que te entreguei. Tudo isso fui eu a dar-me de mansinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tu sabes bem que não podes devolver-me. Sabes tão bem que neste momento os teus olhos se enchem de lágrimas, sentem o tiro eminente que sairá da arma que te aponto à testa.&lt;br /&gt;Tu sempre soubeste desde o primeiro momento em que desastradamente atiraste os meus sonhos para o canto desarrumado do teu quarto, que eu morria ali. O teu egoísmo frio e a tua sofreguidão dum prazer menor superaram tudo.&lt;br /&gt;O capricho satisfeito duma tarde de Verão esporádica, a tua fantasia latina. Que morreria no dia seguinte, tu sabias. Tal como eu, tu também sabias.&lt;br /&gt;Tu amarraste-te ao tempo como um condenado à morte se amarra à fé. E fugiste, para não veres o meu cadáver em decomposição, a cheirar mal em todo o lado. Não, seria uma questão de tempo. Tal como um assassino fanático acendias velas em todas as minhas acções, vias-me como dantes, em miragens sedentas por sentires as mãos vermelhas, do sangue que nunca admitiste derramar.&lt;br /&gt;E foi assim, através do teu arrependimento egoísta extremo, que vi a irreversibilidade da flor de Lotus tatuada. E que me fartei das versões suaves que me introduziram no cérebro sobre a tua passagem na minha vida. A lavagem calma e relaxante que me fizeram às tuas memórias, para que descobrisse neles pequenos cristais escondidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade que as tuas memórias não são belas. Porque todas as que são boas, foram mentira.&lt;br /&gt;O passado não é inútil, porque me destruiu.&lt;br /&gt;Tal como te vou destruir agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-3197019900153380433?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/3197019900153380433/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=3197019900153380433' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3197019900153380433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3197019900153380433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/04/contrariando-eugenio-de-andrade.html' title='Contrariando Eugénio de Andrade'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-4388779442420156679</id><published>2010-03-24T16:40:00.001Z</published><updated>2010-03-24T16:42:04.928Z</updated><title type='text'>Insónia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Levanto-me de noite. Noite escura, apesar do luar intenso que me entra pelo quarto. Ou apesar de todas as luzes que vou ligando. Acendo um cigarro, com a ilusão que pode fazer a diferença.&lt;br /&gt;Um fósforo nas ruas geladas da Copenhaga do meu quarto.&lt;br /&gt;A noite é escura porque em algum momento do tempo (não me lembro exactamente quando) alguém nos afastou. Éramos exactamente iguais, sendo totalmente diferentes. O mundo não respeitou essa diferença e fomos escolhidos, triados como sacos de batatas. Até hoje não sei porque me colocaram aqui. Podia estar aqui ou ali. Tanto me faz, desde que estivesses comigo.&lt;br /&gt;É isso que me incomoda, mais do que os caminhos tortuosos que cada um de nós escolheu depois. Provavelmente ambos estamos no sítio errado. Provavelmente ambos fomos triados e empacotados pelas pessoas erradas, nas caixas erradas. E por isso vivemos amargurados e inconsequentes da mesma forma. Ainda que em caixas diferentes.&lt;br /&gt;É isso que não percebo. Lá no fundo, sempre fomos iguais. Podíamos passar por esta vida juntos. Eu compreendia a tua diferença. E tu alimentavas a minha.&lt;br /&gt;Qualquer que fosse o caminho incerto ter-te comigo era suficiente.&lt;br /&gt;Em que momento nos separámos? Quem nos separou?&lt;br /&gt;Somos iguais. Que mundo diferente é este, que nunca viu isso?&lt;br /&gt;Sinto-me sem capacidade de perdoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E igualmente sem a mesma capacidade para dormir. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-4388779442420156679?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/4388779442420156679/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=4388779442420156679' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4388779442420156679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4388779442420156679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/03/insonia.html' title='Insónia'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-1098966734231170241</id><published>2010-03-12T17:33:00.001Z</published><updated>2010-03-12T17:33:55.415Z</updated><title type='text'>Delírio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vou dizer-te um segredo.&lt;br /&gt;Sabes quando não tenho limites?&lt;br /&gt;É como hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje queria que as janelas pegassem fogo. Que o calor invadisse o meu corpo pirómano. Sempre me senti atraída para o fogo. A intensidade da morte suga-me os pensamentos.&lt;br /&gt;Ou talvez esse fogo me trouxesse essa vida que eu quero.&lt;br /&gt;Batem-me à porta. De repente percebem que não tenho jeito para coisa alguma do que faço. A não ser para me destruir.&lt;br /&gt;Mas há um resquício em mim que deseja salvar-te. É por isso que escrevo poemas.&lt;br /&gt;Batem-me à porta outra vez. É a mim que querem. Há um circo na cidade e precisam de alguém que brinque com o fogo.&lt;br /&gt;Sou eu. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-1098966734231170241?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/1098966734231170241/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=1098966734231170241' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1098966734231170241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1098966734231170241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/03/delirio.html' title='Delírio'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-9191839096710661536</id><published>2010-03-05T16:59:00.000Z</published><updated>2010-03-05T17:00:13.511Z</updated><title type='text'>Constatação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Entraste na sala com passos incertamente certos. E tu és como os teus passos, parecem tão certos que quase me enganam.&lt;br /&gt;Mas eu sempre desconfiei de pessoas certas. E por isso, tu foste mais um, um que coloquei no poço das almas. Almas que podiam ter sido, mas cuja certeza de que não eram as não tornaram.&lt;br /&gt;Hoje já não me entristeces. Gastei as minhas lágrimas e a minha solidão com todas almas que, tal como tu caíram no poço. No meu poço. Pensava eu que cristais de gelo me cobriam a íris por nunca estender o braço às almas que conduzia ao poço. A crueldade que me circulava nas veias: Convencia-te que tinhas asas, depois saltavas da janela e caías.&lt;br /&gt;A minha solidão gritou tantas vezes desesperada, mas eras mais um. Um que se perdia eternamente. Cheguei a tentar atirar-me para o meu próprio poço... Matar a minha solidão, ou dar-lhe de beber. Mas ao contrário de ti, eu sou certamente incerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso, tu entraste na sala e eu sabia que serias mais uma alma sem salvação. A minha solidão estava aprisionada e amordaçada, para que não lhe falasses nunca mais.&lt;br /&gt;Pegaste na guitarra com toda a delicadeza. Podia ver-se que pegares nela te fazia feliz. Podia tão bem ver-se que aquela era a única altura em que te dispunhas a ser feliz.&lt;br /&gt;Por isso fizeste a guitarra chorar por ti. As lágrimas que incertamente garantias a ti próprio que não existiam.&lt;br /&gt;Eras sublime.&lt;br /&gt;Mas de seguida voltaste. E eu senti pena. Tanta pena...&lt;br /&gt;Uma tristeza inultrapassável. Mas não de ti... Tu já tinhas escolhido a tua (in)felicidade há muito tempo:&lt;br /&gt;Senti pena da guitarra. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-9191839096710661536?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/9191839096710661536/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=9191839096710661536' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/9191839096710661536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/9191839096710661536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/03/constatacao.html' title='Constatação'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-8436185552858529125</id><published>2010-02-24T18:22:00.000Z</published><updated>2010-02-24T18:23:32.588Z</updated><title type='text'>50's song Inspiration</title><content type='html'>&lt;em&gt;Liberta-me, liberta-me com essa sedução frágil. Quase que te sinto a quebrar por entre os vasos delicados de vidro desta história azul e deste baile de vestidos folhados onde dançamos a última música.&lt;br /&gt;Liberta-me, liberta-me de mansinho com esse gesto de seres tu. Há uma atmosfera de nuvens nos teus olhos que me tornam o baile e a música.&lt;br /&gt;E eu danço.&lt;br /&gt;E a liberdade que me dás é a tua maior sedução.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-8436185552858529125?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/8436185552858529125/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=8436185552858529125' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8436185552858529125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8436185552858529125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/02/50s-song-inspiration.html' title='50&apos;s song Inspiration'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6196671585147514751</id><published>2010-02-23T17:55:00.000Z</published><updated>2010-05-04T18:15:52.234+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dead inspirations'/><title type='text'>Heartshape Box</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por muitas voltas que dê no mundo, acabo com uma pele de Kurt Cobain que me serve melhor que toda a roupa que vesti até hoje.&lt;br /&gt;Por muitas pessoas que conheça, por muitos sítios onde vá, acabo sempre por descansar numa mente honesta que me ocupa o coração e que se desprende do que tu dizes, ou do que podes vir a dizer. Ou do que podes vir a pensar.&lt;br /&gt;Já caminhei demasiado para ignorar os passos toscos que dou na direcção desse Kurt Cobain. Da sombra que fica dessa mulher atraente e bonita. Essa sombra de sedução que vive num vestido vermelho perfumado.&lt;br /&gt;Que nunca serei eu.&lt;br /&gt;Porque a minha mente honesta só pretende morrer com uma pele. A que tem e que herdou dele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6196671585147514751?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6196671585147514751/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6196671585147514751' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6196671585147514751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6196671585147514751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/02/heartshape-box.html' title='Heartshape Box'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6374885144075344574</id><published>2010-02-22T23:02:00.003Z</published><updated>2010-02-22T23:07:03.369Z</updated><title type='text'>Relembrando Beethoven</title><content type='html'>Moonligth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi dizer&lt;br /&gt;(não sei onde, nem quando)&lt;br /&gt;que Beethoven&lt;br /&gt;compusera “Moonligth”&lt;br /&gt;para conquistar a&lt;br /&gt;rapariga que gostava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Quem nunca ouviu&lt;br /&gt;“Moonligth”?&lt;br /&gt;Quem não conhece&lt;br /&gt;a tristeza doce, que&lt;br /&gt;escorre das teclas&lt;br /&gt;do piano, quando a&lt;br /&gt;Lua está cheia,&lt;br /&gt;e o nosso amor&lt;br /&gt;está longe, muito longe…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rapariga que&lt;br /&gt;Beethoven gostava&lt;br /&gt;ignorou a música.&lt;br /&gt;Ele acabou por ficar&lt;br /&gt;surdo.&lt;br /&gt;Ela sempre&lt;br /&gt;o foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste Beetoven&lt;br /&gt;Fez a mais bela das&lt;br /&gt;músicas&lt;br /&gt;Para quem nunca&lt;br /&gt;a entendeu.&lt;br /&gt;Coração de pedra,&lt;br /&gt;o da rapariga…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quanto tempo isso foi?&lt;br /&gt;Nessa altura já&lt;br /&gt;existiam corações&lt;br /&gt;de pedra, como o da rapariga&lt;br /&gt;e pessoas únicas&lt;br /&gt;como Beethoven.&lt;br /&gt;Beethoven viveu sozinho,&lt;br /&gt;rodeado de corações de pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, depois de o tempo ter&lt;br /&gt;passado.&lt;br /&gt;Eu vivo sozinha, e o meu&lt;br /&gt;coração , dizem, é de pedra.&lt;br /&gt;Mas seria leve como&lt;br /&gt;uma pena, se para mim&lt;br /&gt;Beethoven tivesse escrito&lt;br /&gt;“Moonligth”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6374885144075344574?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6374885144075344574/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6374885144075344574' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6374885144075344574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6374885144075344574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/02/relembrando-beethoven.html' title='Relembrando Beethoven'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-2510988490326658441</id><published>2010-02-19T18:37:00.002Z</published><updated>2010-02-19T18:44:29.323Z</updated><title type='text'>A guitarra e o Baixo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nunca tive tanta pena como hoje. Evito este sentimento falsamente humano de compaixão e sinto-me um monstro por lamentar tanto.&lt;br /&gt;Sou um monstro condenado porque lamento e não faço nada para te salvar desse triste desígnio. Na verdade, a lamentação morreu no berço, quando te escolheram seres quem és. O triste desígnio és tu. E a minha lamentação é o eco dum amor infinito e irracional. É o eco dum amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque no meio da euforia do concerto, todos ouvem a tua guitarra. Mas só alguns ouvem o meu baixo.&lt;br /&gt;Eu fiz a minha discriminação.&lt;br /&gt;Mas tu nunca vais chegar a ser discriminada.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-2510988490326658441?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/2510988490326658441/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=2510988490326658441' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2510988490326658441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2510988490326658441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/02/guitarra-e-o-baixo.html' title='A guitarra e o Baixo'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-3951170060170723408</id><published>2010-02-14T21:58:00.000Z</published><updated>2010-02-14T21:59:35.247Z</updated><title type='text'>Dia dos namorados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Amor não é companheirismo. Não são filmes e músicas em comum.&lt;br /&gt;Não são projectos conjuntos. Não são viagens. Filhos. Pedras. Animais.&lt;br /&gt;Amor não são pequenas pontes entre mundos incompreendidos.&lt;br /&gt;Amor não é sexo. Nem atracção física por corpos gregos. Amor não é atracção constante.&lt;br /&gt;Amor não é amizade. Não é compreensão nem compaixão. Não são bilhetes escritos em tardes suaves. Não são festas de madrugada. Nem bancos de pedra ao pé do rio.&lt;br /&gt;Amor não é aquela sala de cinema. Não é aquela tarde. Amor não é o coração a palpitar. Amor não são momentos únicos. Nem pétalas de rosa.&lt;br /&gt;Nem escadas fortuitas.&lt;br /&gt;Nem bebidas saboreadas em lábios alheios.&lt;br /&gt;Nem vinis a tocar naquela casa velha onde os corpos se juntam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é amor. Isso é a tua vontade de fazer parte do Mundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-3951170060170723408?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/3951170060170723408/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=3951170060170723408' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3951170060170723408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3951170060170723408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/02/dia-dos-namorados.html' title='Dia dos namorados'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6802337264118058240</id><published>2010-02-09T12:11:00.001Z</published><updated>2010-02-09T12:12:48.775Z</updated><title type='text'>Aniversário</title><content type='html'>Como sempre em todos os meus aniversários, aqui fica um poema de Sophia&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se tanto me dói que as coisas passem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tanto me dói que as coisas passem&lt;br /&gt;É porque cada instante em mim foi vivo&lt;br /&gt;Na busca de um bem definitivo&lt;br /&gt;Em que as coisas de Amor se eternizassem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sophia de Mello Breyner Andresen&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6802337264118058240?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6802337264118058240/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6802337264118058240' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6802337264118058240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6802337264118058240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/02/aniversario.html' title='Aniversário'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-4668664751671912404</id><published>2010-02-04T23:12:00.000Z</published><updated>2010-05-25T10:30:16.941+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Poema</title><content type='html'>&lt;em&gt;Às vezes a tua boca é um mar de ideias&lt;br /&gt;E a nossas noites, uma sucessão de imagens&lt;br /&gt;De um futuro incerto que só me aparece em sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou a tua boa é esse futuro incerto&lt;br /&gt;E as noites que me arrancas, ondas distantes&lt;br /&gt;Onde se sonha uma sucessão de imagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que estamos juntos.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-4668664751671912404?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/4668664751671912404/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=4668664751671912404' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4668664751671912404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4668664751671912404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/02/poema.html' title='Poema'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-2518721013777328999</id><published>2010-02-02T17:25:00.001Z</published><updated>2010-05-04T14:33:08.593+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafo'/><title type='text'>Desabafo II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nunca saberás se era eu. Nunca saberás se era mesmo eu que vias quando olhavas o mar absorto, ou se eu era a tua saudade materializada num corpo. Por vezes, o corpo perfeito.&lt;br /&gt;Nunca saberás se o teu amor era esse pedaço de melancolia que te ficou agarrado ao coração. Ou se me amaste porque sabias que o meu coração não tinha pedaços.&lt;br /&gt;Talvez nunca venhas a saber. Talvez te iludas com a confusão permanente da mentira.&lt;br /&gt;Mas eu sei que tu nunca me amaste. A tua dúvida nunca me mentiu.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-2518721013777328999?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/2518721013777328999/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=2518721013777328999' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2518721013777328999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2518721013777328999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/02/desabafo-ii.html' title='Desabafo II'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5659528517003745482</id><published>2010-02-01T17:28:00.000Z</published><updated>2010-05-04T14:33:08.594+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desabafo'/><title type='text'>Desabafo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Há sempre este papel secundário para mim. Este papel acompanhado de uma valsa. Como se eu preenchesse o salão com uma música que já foi escrita antes de mim.&lt;br /&gt;Como se toda a minha vida fosse uma valsa copiada.&lt;br /&gt;Importa lá que eu seja a melhor ou que me ames a dançar esta valsa.&lt;br /&gt;Ela não foi escrita para mim. Eu sou só a sombra que preenche o vazio do salão. E que dança a valsa que alguém não quis.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5659528517003745482?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5659528517003745482/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5659528517003745482' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5659528517003745482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5659528517003745482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/02/desabafo.html' title='Desabafo'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-2865769571824195787</id><published>2010-01-29T11:00:00.002Z</published><updated>2010-01-29T11:34:06.976Z</updated><title type='text'>Aniversário de Wonderland</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Faz hoje 5 anos que nasceu Wonderland. Desde aí, tem sido o meu País das Maravilhas. Basta-me atravessar o espelho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui tudo é possível. Ou tudo é não impossível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui exploro os coelhos que persigo e as rainhas de copas que me perseguem. O Humpty Dumpty que me exaspera e a Lagarta que me confunde ( e me guia!). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje deixo este post para os visitantes da minha Wonderland e as suas críticas.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muito obrigada por de vez em quando procurarem a toca do coelho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-2865769571824195787?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/2865769571824195787/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=2865769571824195787' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2865769571824195787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2865769571824195787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/01/aniversario-de-wonderland.html' title='Aniversário de Wonderland'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-4528018734808061491</id><published>2010-01-21T12:02:00.000Z</published><updated>2010-01-21T12:03:34.156Z</updated><title type='text'>"The evil uses very masks, but the most atrocious is the virtue"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A minha crónica é simples:&lt;br /&gt;Eles não querem que eu morra. Eu não quero estar no Mundo dos Mortos onde eles vivem.&lt;br /&gt;Eles são assim. Habituaram-se ao seu fardo de tempo e caminham curvados sobre uma linha recta. Eu sou só isso, mais um companheiro de viagem. Compraram-me o bilhete e agora não o posso devolver.&lt;br /&gt;Eles impedem-me todos os dias que eu interrompa a viagem. Dizem-me que lá no fundo está um arco-íris lindo. Que eu vou gostar quando o encontrar. Todos encontram.&lt;br /&gt;Não entendem que o arco-íris não compensa a caminhada. A dor continua de cada pegada que se crava em todos os meus músculos quando sou como eles e quando caminho como eles.&lt;br /&gt;Mas eles só querem que eu continue. Como eles. Que veja o arco-íris. Como eles. Que goste. Como eles.&lt;br /&gt;Por isso arrastam-me. Não querem a culpa da minha morte e no entanto matam-me todos os dias sem remorso nenhum.&lt;br /&gt;Mas a minha morte é só minha. Deixem-me sozinha com ela. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-4528018734808061491?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/4528018734808061491/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=4528018734808061491' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4528018734808061491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/4528018734808061491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/01/evil-uses-very-masks-but-most-atrocious.html' title='&quot;The evil uses very masks, but the most atrocious is the virtue&quot;'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-1868065738129568138</id><published>2010-01-19T17:28:00.000Z</published><updated>2010-05-04T14:34:00.386+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rosa Azul'/><title type='text'>A Rosa Azul</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu não sou mais mórbida do que os outros. Penso na morte como penso na vida. Afinal uma é tão real quanto a outra.&lt;br /&gt;Apenas te peço para adiares a minha morte enquanto puderes. Deita todas as minhas coisas fora. Queima as minhas lembranças. Destrói os meus lugares.&lt;br /&gt;(Faz isso, ou deixa que outros façam. Não tem importância).&lt;br /&gt;Não deixes é que eu morra. Deixa-me permanecer. Não admitas poder esquecer-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não me enterres num cemitério destes no fim do Mundo. Se morrer aqui, por favor enterra-me ao pé do Mar.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alice&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-1868065738129568138?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/1868065738129568138/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=1868065738129568138' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1868065738129568138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1868065738129568138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/01/rosa-azul.html' title='A Rosa Azul'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5315548616246781290</id><published>2010-01-13T18:15:00.000Z</published><updated>2010-05-04T14:33:23.839+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><title type='text'>Provérbio Dinamarquês</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;As viagens crescem na minha alma. Medram como as ervas daninhas.&lt;br /&gt;Passei demasiado tempo à janela quando era pequena. Nunca me conseguiram convencer que o interior da casa era o mais interessante. E eu cresci com as estações do ano na cidade. As andorinhas e as nuvens. O cheiro permanente do desconhecido.&lt;br /&gt;O vento.&lt;br /&gt;Às vezes a mochila saía do armário. E eu sentava-me à janela com ela.&lt;br /&gt;Primeiro foi o interior da casa que não me chegava. Depois foi o interior da escola. O interior da faculdade. O interior da cidade. Depois não me chegou o interior das pessoas.&lt;br /&gt;E eu continuei à janela. Às vezes com a mochila. A maior parte das vezes sem ela.&lt;br /&gt;Até que um dia a própria janela não me chegou. Não me contentava com o interior do infinito. Então peguei na mochila e sai da janela. Em busca do fim do mundo.&lt;br /&gt;“ Vais morrer quando encontrares o Fim do Mundo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou, não.&lt;br /&gt;“Mais longe do que o fim do mundo está o fim do coração.“ &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5315548616246781290?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5315548616246781290/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5315548616246781290' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5315548616246781290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5315548616246781290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/01/proverbio-dinamarques.html' title='Provérbio Dinamarquês'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-7241240424350361921</id><published>2010-01-11T18:16:00.001Z</published><updated>2010-01-11T18:16:52.142Z</updated><title type='text'>Resignar é morrer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fechara a gaveta do escritório onde se encontrava soterrada todos os dias.&lt;br /&gt;Naquele dia particular, isso parecera-lhe menos grave. Reparou pela primeira vez que a janela do seu lado direito era ampla e que o silêncio dos prédios sossegados era envolvente.&lt;br /&gt;Normalmente todas as janelas lhe eram pequenas. Todos os horizontes lhe eram curtos. E nesta fracção do dia em que a gaveta ainda estava aberta, sentia saudades do mar. Das madrugadas frescas e dos salpicos das ondas na cara enquanto o barco seguia veloz. O mar era confortável.&lt;br /&gt;E no instante em que a gaveta estava aberta, ela arrependia-se de ter deixado o Mar. E a mão ficava ali indecisa, à espera que a infelicidade dela fosse mais forte. Mas a gaveta era fechada com o Mar lá dentro. E ela era soterrada.&lt;br /&gt;Naquele dia isso não aconteceu. A mão não tremeu. E a lembrança do Mar não lhe doeu como de costume.&lt;br /&gt;O Inverno estava no fim e ela estava cansada daquela tristeza extenuante. Preferia ver-te e abraçar-te ao fim do dia. Preferia passear no tempo que lhe restava. Preferia ver o Sol. Preferia ignorar as mágoas. Preferia amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse dia não se sentiu soterrada no seu escritório sombrio.&lt;br /&gt;E foi assim que morreu, soterrada na sua felicidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-7241240424350361921?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/7241240424350361921/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=7241240424350361921' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7241240424350361921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7241240424350361921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/01/resignar-e-morrer.html' title='Resignar é morrer'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6842218570723023375</id><published>2010-01-04T18:30:00.000Z</published><updated>2010-01-04T18:31:00.910Z</updated><title type='text'>Devaneio do Dia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Hoje apetece-me sair daqui e entrar naquela loja. Apetece-me fazer tatuagens pelo corpo todo.&lt;br /&gt;Marcar toda a minha pele. Deixar explícita a minha diferença.&lt;br /&gt;Quero marcar todo o meu corpo com as marcas que me deixaram. Olhar ao espelho e sentir a repulsa.&lt;br /&gt;Quero ser o resultado de mim própria. Quero ser isso mais do que qualquer outra coisa.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6842218570723023375?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6842218570723023375/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6842218570723023375' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6842218570723023375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6842218570723023375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2010/01/devaneio-do-dia.html' title='Devaneio do Dia'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5317406139098260629</id><published>2009-12-31T15:08:00.002Z</published><updated>2009-12-31T15:14:25.101Z</updated><title type='text'>Ensaio sobre a beleza II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nunca ninguém questionou o fim da história de HC Andersen?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que dizer do patinho, que após uma infância ostracizada se tornou num ser magnífico e belo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que é mais feliz? Que finalmente é feliz? Quer perdoa? Que aprende? Que esquece?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como continuar a história do patinho feio? Inteligentemente HC deixou-nos a continuação nas mãos. Ou no coração. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque enquanto o patinho foi feio ninguém gostava dele. Era um ser incómodo, menosprezável. Como aquelas pessoas andrajosas que só existem para nos fazerem sentir mal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o patinho era uma nódoa feia que não combinava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A fealdade incomoda. Mas é transparente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos já fomos ou ainda somos patinhos feios. Simplesmente existem aqueles que não têm consciência suficiente para o perceberem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Distinguimo-nos uns dos outros não por sermos cisnes. Mas pela forma como somos cisnes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu diria que aquele patinho feio, o do HC Andersen ( e o meu) continuou patinho. Não ficou mais feliz, nem esqueceu. Nem perdoou. Só aprendeu a ver no lago imagens diferentes para a mesma consciência. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5317406139098260629?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5317406139098260629/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5317406139098260629' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5317406139098260629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5317406139098260629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/12/ensaio-sobre-beleza-ii.html' title='Ensaio sobre a beleza II'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-2907254366244817272</id><published>2009-12-28T09:40:00.003Z</published><updated>2009-12-28T09:43:01.985Z</updated><title type='text'>Pensamento do dia</title><content type='html'>&lt;em&gt;É desses frutos que eu gosto. Vermelhos e carnudos. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É da vida que eu gosto. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Deste confundir de horários. De dias. De pessoas. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As pessoas são muito mais interessantes confusas. Trocadas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gosto de um pequeno-almoço ao fim da tarde. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gosto do Mar no Inverno. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gosto de não ter casa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ou a minha casa ser a minha estrada. É onde eu estou.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-2907254366244817272?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/2907254366244817272/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=2907254366244817272' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2907254366244817272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/2907254366244817272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/12/pensamento-do-dia.html' title='Pensamento do dia'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-3501578031938659278</id><published>2009-12-23T16:47:00.001Z</published><updated>2010-04-28T14:24:50.044+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><title type='text'>Paris revisited</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A tarde na Notre-Damme foi agradável. Passei todo o tempo a tentar perceber se o Quasimodo me espreitava lá de cima. Definitivamente, eu poderia convencê-lo a descer. Mas como ele não apareceu, comecei a desconfiar que era eu quem deveria subir ao campanário. Afinal as “caras mais feias” de Paris devem estar escondidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sena estava calmo. Como tudo. Os vidros dos edifícios no entanto explodiam para dentro violentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pôr-do-sol apareceu no rio. Lembrei-me de Monet, que deixara em Orsay de manhã. Toda aquela impressão nos quadros e eu sem impressão nenhuma. Aquele pôr-do-sol inóspito que alguém ali deixara sobre o rio: Monet nunca pintaria aquilo. Lembrei-me de convidar Monet para o campanário. E abandonei aquelas pontes interminavelmente curtas entre a ilha e o resto da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Torre Eiffel conheci de noite. Falou-me de mim, para meu espanto. Falou-me daquele sonho que eu tivera um dia quando a vi da janela do meu quarto. Mas não a dei por muito certa. Afinal, eu não sonho. E ela provavelmente imagina todos os dias um amor longínquo que chegará de longe. E que não sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paris visto de cima é ainda maior. As praças, as casas, as ruas. É tudo gigante. E nesse espaço amplo e limpo ecoa a minha solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de retirar a minha solidão da rua. Em Paris já há demasiados mendigos. Levei-a pela mão até &lt;em&gt;La Defense&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Os turistas ficaram longe a tirar fotografias ao Arco do Triunfo. Eu prefiro aquele Arco. Ali tudo foi reflectido no espaço de vidro. O futuro é assim: honesto.&lt;br /&gt;Não há ali nada que se veja. Tudo o que se vê é o que se sabe. Inúmeras reflexões em espelhos corridos. Mas há música. Jazz.&lt;br /&gt;E uns bancos simples corridos, junto a uma fonte com repuxos altos, como numa igreja ou num teatro. Sentei-me humildemente no primeiro banco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música. Uma introspecção num fio de luz claro.&lt;br /&gt;A música claro. Ele tinha a música no cemitério. Eu fora a Pére Lachaise e trouxera a música que ele me dera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paris é um excelente sítio para se morrer. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-3501578031938659278?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/3501578031938659278/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=3501578031938659278' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3501578031938659278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/3501578031938659278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/12/paris-revisited.html' title='Paris revisited'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5362475925276648572</id><published>2009-12-21T18:15:00.003Z</published><updated>2009-12-21T18:37:50.119Z</updated><title type='text'>Autobiografia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Vivo a espaços desconexos. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Entre os pequenos "Nadas" e "Tudos" da minha vida não sei o que existe. Talvez a vida normal. Talvez alguma coisa da qual eu não saiba o nome. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Talvez alguma coisa que eu não conheça. Que não é Nada, não é Tudo nem é o contrário de nenhuma das duas. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nos espaços entre eles não sei se estou viva. Também não sei de morri. Não sofro, é tudo o que sei. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nos outros sou Eu. A face branca e negra. O cume gélido da montanha e a profundeza do pântano lamacento. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O êxtase e o suicídio. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;De mãos dadas. De costas voltadas. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Um sempre puxando o outro. Um sempre afogando o outro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Um sempre ignorando a existência do outro. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Alice&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5362475925276648572?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5362475925276648572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5362475925276648572' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5362475925276648572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5362475925276648572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/12/autobiografia.html' title='Autobiografia'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6668942221608573501</id><published>2009-12-20T21:52:00.001Z</published><updated>2009-12-20T21:55:01.522Z</updated><title type='text'>Coração de papel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O coração de papel voltou. Frágil e delicado como um origami. Tinha nele toda a imaginação do Mundo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas tu choraste sobre ele.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6668942221608573501?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6668942221608573501/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6668942221608573501' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6668942221608573501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6668942221608573501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/12/coracao-de-papel.html' title='Coração de papel'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5744806049874600110</id><published>2009-12-17T10:35:00.001Z</published><updated>2009-12-17T10:36:33.544Z</updated><title type='text'>Sotão</title><content type='html'>&lt;em&gt;O tempo passou.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O bolor do sotão que tranquei à chave cresceu. Tornaste-te nesse bolor. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um dia, a realidade mudou: a chave desapareceu porque nunca existiu. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O sotão sempre foi uma casa impenetrável, sem portas ou janelas.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5744806049874600110?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5744806049874600110/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5744806049874600110' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5744806049874600110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5744806049874600110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/12/sotao.html' title='Sotão'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6119332916114640231</id><published>2009-12-11T16:09:00.003Z</published><updated>2009-12-11T16:15:59.475Z</updated><title type='text'>Sem argumentação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A minha questão não é argumentativa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não quero explicar. Ou compreender. Não quero expor. Não quero convencer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só quero que me deixes partir. Que te esqueças que alguma vez aqui estive. Que ignores que durante este tempo fui como tu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Esta dor que me doi todos os dias por ser como tu. Importa lá que me digam que eu não sou como tu... Os dias passam e estou como tu. Nas mesmas esquinas. Vemos as mesmas nuvens. Olhamos os mesmos relógios. Cresce-me um ódio profundo nas mãos de vidro. Um ódio cego por existires. Um ódio cego por eu existir. Por ambos termos de coexistir e não termos nada em comum e ainda assim sermos iguais. )&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero que não me olhes, como não olhas os mendigos na rua. Quero que não me oiças como não ouves a música na rádio. Quero que não me toques como não tocas a areia da praia ou as folhas secas do Outono. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero que não me consideres. Como não consideras essa parte do Mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É dessa parte do Mundo que quero fazer parte. Porque se não a consideras, é porque ela merece ser vivida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6119332916114640231?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6119332916114640231/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6119332916114640231' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6119332916114640231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6119332916114640231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/12/sem-argumentacao.html' title='Sem argumentação'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-1172215747142272091</id><published>2009-12-10T21:40:00.002Z</published><updated>2010-05-04T14:34:22.934+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rosa Azul'/><title type='text'>Rosa Azul II</title><content type='html'>&lt;em&gt;Nunca houve outra hipótese. Nunca houve alternativa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Troquei a morte por ti. Essa sedução negra que me salvou. Que me agarrou. Que me insuflou de vida. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu só não queria morrer. Não queria morrer todos os dias.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E aceitei essa troca. Aceitei o teu amor incondicional. A tua mão, sempre (e para sempre) junto ao meu coração. Aceitei a tua lealdade honesta. Cegamente. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nunca me trairás. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Colaste-te às batidas do meu coração. Ouvê-lo primeiro do que eu. Sentê-lo primeiro do que eu. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se eu te abandonar, tu vais saber. Será como trair-me. Essa faca, nas costas do meu reflexo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nunca houve outra hipótese. Não tenho alternativa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Morrer é tudo o que me é permitido.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-1172215747142272091?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/1172215747142272091/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=1172215747142272091' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1172215747142272091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/1172215747142272091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/12/rosa-azul-ii.html' title='Rosa Azul II'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5233579937662084302</id><published>2009-11-22T22:49:00.002Z</published><updated>2010-05-04T14:34:22.934+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rosa Azul'/><title type='text'>A Rosa Azul</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os dias passam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As horas. Os minutos. Os segundos. Contagem decrescente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida é uma audácia perante a morte. A existência é um desafio perante o inevitável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A consciência é a ampulheta virada. A areia que escorre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5233579937662084302?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5233579937662084302/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5233579937662084302' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5233579937662084302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5233579937662084302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/11/rosa-azul.html' title='A Rosa Azul'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-7740368004613865317</id><published>2009-11-16T13:20:00.002Z</published><updated>2009-11-16T13:24:02.921Z</updated><title type='text'>Amo-te</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Porque te carrego comigo. Porque a memória me aproxima de ti. Porque nunca te esqueço nos infinitos silêncios em que nunca mais pronunciei o teu nome. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Porque trocava contigo. E porque contigo a carregar esta culpa, de nunca ter trocado contigo. Porque te vejo em toda a gente de quem gosto. Porque te sinto em todos os locais onde fico. Porque estás lá em todas as escolhas que faço.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Porque em algum momento do tempo fomos absolutamente iguais. E tinhamos a vida inteira pela frente.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Porque agora já não estás comigo. E eu nunca mais disse o teu nome.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Porque te guardo como eras. Porque guardo o amor que já não tenho. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alice&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(ao meu primo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-7740368004613865317?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/7740368004613865317/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=7740368004613865317' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7740368004613865317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7740368004613865317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/11/amo-te.html' title='Amo-te'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5240290991524795452</id><published>2009-11-14T23:16:00.003Z</published><updated>2009-11-14T23:23:18.649Z</updated><title type='text'>Tudo o que eu quero</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não há nada que me peça paz.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Tudo o que quero é a guerra de outro dia. O sangue e o suor da sobrevivência na selva. A arte de adormecer sem pensar em nada. O vácuo do cérebro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A paz chegará um dia com a morte.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Até lá, a morte chega-me todos os dias com a paz.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5240290991524795452?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5240290991524795452/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5240290991524795452' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5240290991524795452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5240290991524795452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/11/tudo-o-que-eu-quero.html' title='Tudo o que eu quero'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-8809995833070515070</id><published>2009-11-13T13:59:00.002Z</published><updated>2009-11-13T14:02:51.599Z</updated><title type='text'>Back in time II - O Principezinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Os teus ciúmes são insuportáveis. Não o destruas. É uma ordem que perdeu o controlo e chora um pedido.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não vieste de um planeta distante?Não querias conhecer a Terra? Não deixaste uma Rosa porque quem és responsável? Lembra-te dessa Rosa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E lembra-te de mim, que sou a Rosa que ficou. Aquela, uma das muitas que visitaste no jardim com desprezo, quando já tinhas planeado nunca mais cá voltar. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;És responsável por mim, sim. E por isso, tens o dever de não o destruir.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alice&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-8809995833070515070?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/8809995833070515070/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=8809995833070515070' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8809995833070515070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/8809995833070515070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/11/back-in-time-ii-o-principezinho.html' title='Back in time II - O Principezinho'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-784861696685272963</id><published>2009-11-03T23:22:00.002Z</published><updated>2009-11-03T23:28:15.489Z</updated><title type='text'>Back in time II - Banco de Jardim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não voltes a fazer esse percurso. Não voltes a olhar o Castelo. A elogiar o Tejo. A ver o Rei morrer no Terreiro do Paço.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não voltes a acompanhar-me em cada uma dessas viagens que faço todos os dias. A tua companhia não me incomoda. Mas sempre que vens comigo, acabamos sentados naquele banco de jardim. E é sempre Outono e é sempre fim de tarde. E eu levanto-me sempre triste. E o coração pesa-me tanto que me esqueço porque é que gosto tanto de Lisboa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E não volto a fazer esse percurso.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Alice - Outubro 2009&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-784861696685272963?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/784861696685272963/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=784861696685272963' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/784861696685272963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/784861696685272963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/11/back-in-time-ii-banco-de-jardim.html' title='Back in time II - Banco de Jardim'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-5456039574707379616</id><published>2009-10-28T18:06:00.001Z</published><updated>2009-10-28T18:08:08.269Z</updated><title type='text'>Amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Oh. Deixa a tua rosa. Larga-a, não olhes para ela. Não a catives. Não a ames.&lt;br /&gt;Vá lá, não a ames. Vais deixar de amar-te.&lt;br /&gt;Vais deixar de ser tu se não partires, se não vires os planetas que te esperam. Se não cativares a raposa, se não ouvires o bêbado. Vais deixar de ser tu se não entenderes toda essa tua viagem. Se não entenderes que afinal a amas.&lt;br /&gt;Vais deixar-te se ficares com ela. Larga-a. Não cedas.&lt;br /&gt;Vais poder pensar nela na tua viagem. Vais poder arrepender-te na tua viagem.&lt;br /&gt;Mas faz a viagem.&lt;br /&gt;Se não, não serás tu a amá-la. Será outro. Porque serás outro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alice&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-5456039574707379616?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/5456039574707379616/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=5456039574707379616' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5456039574707379616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/5456039574707379616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/10/amor.html' title='Amor'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-899314765097867542</id><published>2009-10-23T18:08:00.001+01:00</published><updated>2009-10-23T18:08:58.738+01:00</updated><title type='text'>Sonha</title><content type='html'>Sonha com o dia perfeito. O emprego perfeito. A pessoa perfeita que gostavas de ser.&lt;br /&gt;Sonha. Sem limites.&lt;br /&gt;Com o que te faria feliz. Completamente. Estavelmente feliz.&lt;br /&gt;Sonha com o amor perfeito, o momento perfeito, a rosa perfeita.&lt;br /&gt;Sem limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que sabes o que queres.&lt;br /&gt;Só te resta lutar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-899314765097867542?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/899314765097867542/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=899314765097867542' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/899314765097867542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/899314765097867542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/10/sonha.html' title='Sonha'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-7214469512933781986</id><published>2009-10-22T17:32:00.000+01:00</published><updated>2009-10-22T17:33:21.013+01:00</updated><title type='text'>Carta Explicativa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pensei várias vezes em suicidar-me.&lt;br /&gt;Em destacar-me deste Mundo e calar uma dor que doía a toda a hora, em todo o lugar e em todo o corpo.&lt;br /&gt;Pensei várias vezes em hipóteses alternativas. A vida não é mais do que isso, hipóteses constantes e alternativas à morte. E a verdade é que nunca quis morrer (“Eu não queria morrer, só queria que os outros não existissem”).&lt;br /&gt;Só não queria estar dentro desta prisão minúscula. Não respirar a cada golfada de ar consciente. E não, nunca existiam alternativas, porque todas as alternativas me conduziam de uma prisão para outra. Num labirinto infinito.&lt;br /&gt;Muitas vezes acalentei o desejo de não voltar a acordar. Por vezes, os breves instantes em que os meus olhos se abriam eram os únicos de paz. E eu ansiava a paz, nunca desejei tanto alguma coisa como a paz e a tranquilidade de uma morte serena.&lt;br /&gt;Mas eu nunca quis morrer. Sempre acreditei que era possível sair desta prisão, ainda que muitas vezes não acreditasse.&lt;br /&gt;A minha tenacidade suportou essa dor constante, que doía na alma de manhã à noite. E que cobria tudo o que eu via. A minha tenacidade suportou o não-futuro. Suportou a incerteza.&lt;br /&gt;Porque eu nunca quis morrer. Eu só quero é poder viver. E por isso, pensei várias vezes em suicidar-me.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alice&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-7214469512933781986?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/7214469512933781986/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=7214469512933781986' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7214469512933781986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/7214469512933781986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/10/carta-explicativa.html' title='Carta Explicativa'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-6008858893457475576</id><published>2009-10-20T15:56:00.000+01:00</published><updated>2009-10-20T15:57:46.689+01:00</updated><title type='text'>Weird</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Era um Verão doce, em tons de rosa pastel. Uma tarde a cair de mansinho num Verão morno.&lt;br /&gt;O tempo passava de forma líquida e estática: nada mudava e eu continuava atrasada. Alguém me marcara um encontro com a vida, mas esquecera-se de dizer a hora e o local. E eu adiava inconscientemente esse rasgar fino do coração. Esse quebrar de sonho e de nostalgia vã de quem crê demais, num nevoeiro instável. Talvez não existisse encontro. Talvez a vida fosse isso, este eterno atraso. Esta permanente ausência de presente. Uma inconstância de momentos desconexos que nunca me fariam sentido.&lt;br /&gt;Sentei-me à janela. Como sempre. E o Verão era doce.&lt;br /&gt;A janela sempre me garantiu esta inconsciência. O vento sempre me trouxe pedaços de ti.&lt;br /&gt;A vida não era isto. Seria demasiado estranho.&lt;/em&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Alice&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Weird - Hanson&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-6008858893457475576?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/6008858893457475576/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=6008858893457475576' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6008858893457475576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/6008858893457475576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/10/weird.html' title='Weird'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10486408.post-370097589529934221</id><published>2009-10-18T23:08:00.003+01:00</published><updated>2009-10-18T23:19:54.405+01:00</updated><title type='text'>Pensamento do dia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Podem dividir-se as pessoas da seguinte forma: as pessoas que andam na montanha russa e as que observam a montanha russa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas só as que andam na montanha russa vivem.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alice&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10486408-370097589529934221?l=perseguindocoelhobranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/feeds/370097589529934221/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10486408&amp;postID=370097589529934221' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/370097589529934221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10486408/posts/default/370097589529934221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perseguindocoelhobranco.blogspot.com/2009/10/pensamento-do-dia.html' title='Pensamento do dia'/><author><name>Alice in Wonderland</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03936026001896862201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://4.bp.blogspot.com/_VXpDZM3YrCU/THu_mmdoA0I/AAAAAAAAAn0/-nssGPlY3zg/S220/lucia+window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
