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Wednesday, November 17, 2010

Espaço-Tempo de Einstein

Já nada é igual ao que era
E no entanto, todas as coisa estão no
mesmo sítio:
O teu livro na minha mão,
A minha mão na tua cidade,
E o avião partido
entre os nossos corpos.

Mas o tempo não é absoluto
por Ninguém.
O tempo é só mais uma dimensão
do espaço,
Que por ironia foi a única
que desprezaste.
E agora cheira-te sempre ao mesmo
quando o mar te bate à porta
E te relembra aquela tarde
salpicada de gritos
de gaivotas.

Leste poucos livros de física:
Porque o tempo é tão efémero
Que também morre.

Tuesday, September 21, 2010

Indução Magnética

De repente mudaste de nível.
Hoje já não te reconheço
A não ser por essa electricidade inconfundível
de quem muda inconfundivelmente.

Não me interessa onde estás:
Interessa-me quanto mudas.
Cheiro os campos magnéticos
Que vais deixando como trilhos
germinados,
Que florescem no cérebro da multidão
orientada.

Cheiro esses campos para te localizar.
Porque já não sei quem és.
Distingues-te porque mudas. E nessa
mudança, só a faísca da tua electricidade
me corre nas veias.

E eu sei que és tu.

Sunday, November 06, 2005

Poemas matemáticos

Poderá a soma dos ângulos
de um triângulo
não ser 180º?

Digo-te que sim se
não considerares a geometria
plana.

O mundo é tão mais interessante
quanto mais nos curvarmos
para o observar.

Lúcia- Maio/05

Saturday, June 18, 2005

Poemas matemáticos

A solução para a minha
Equação tão estranha,
Neste mundo de resultados tão reais
Só podias ser tu:
Um número imaginário.

Lúcia