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Tuesday, June 27, 2006

Sempre as férias...

Há épocas de exames que começam assim, tortas. Fiquei doente e faltei ao primeiro exame, para além disso parece que o tempo é sempre pouco para respirar, para escrever aqui, até para ouvir música. Ontem, saí do Técnico tarde, e mesmo já sendo mais do que oito horas, a luminosidade continuava intensa. Foi um convite irrecusável para percorrer a pé as ruas até ao Marquês de Pombal. Ai apanhei um autocarro que tem um percurso diferente até minha casa. Demorei imenso tempo até chegar, mas esperar na paragem envolvida no vento, e deliciar-me com as nuvens de fim de tarde que estavam pintalgadas de dourado foi a melhor contribuição que podia ter dado para o exame que fiz hoje. Faz-me sempre desejar que os dias fossem só o fim da tarde, como se o ano pudesse ser sempre o Outono, ou a vida sempre as férias...

Tuesday, June 13, 2006

Manjerico

Para quem leu o Harry Potter, pode dizer-se que o Majerico é a minha Mimbulus mimbletonia

Saturday, June 10, 2006

Finalmente...

Finalmente um pedaço de tempo para poder escrever aqui! A semana passada fui ao Rock 'in 'Rio e gostava de ter podido escrever sobre a maravilhosa experiência que foi, e o poder incrivel do concerto dos Red Hot a que assisti. Mas infelizmente nessa altura estava longe de imaginar que ia passar os próximos quatro dias no Técnico de manhã à noite a trabalhar ( e noite é mesmo noite). Quando acabei, só me apetecia dormir indefinidamente. Hoje, em que declarei oficialmente um dia de férias, fui ao cinema ver o X-men. Uma excelente escolha dado o meu cansaço, e como sempre gostei da simplicidade do filme, patente sempre nestes filmes de acção. São sempre fantásticos e ao mesmo tempo guardam uma pequena lição de moral. A deste era a luta pela liberdade de escolha...
Este foi finalmente, um sábado diferente... Estou a ouvir relaxadamente música no meu quarto, tudo parece luminoso.... Custa-me acreditar que o concerto dos Red Hot já tenha sido há uma semana... Quase nem tive tempo para absorver aquela breve euforia... A música quando partilhada, tem o poder de tornar o momento especial.

Sunday, May 28, 2006

Calor

Detesto este calor. O ar tão seco, o bafo que queima os pulmões quando abro a porta da rua. Detesto o tempo que demoro a adormecer, ainda que os lençois sejam os mais frescos e as janelas estejam abertas. Decididamente não fui feita para este clima. Fico tão mole, que não me apetece sequer responder quando falam comigo.
Para além disso entro numa fase de latência onde vislumbro tudo o que quero fazer, como se um plano organizado da minha vida surgisse perfeito. Ironicamente, não tenho é forças para o seguir.

PS: Qual a importância que devemos dar ao passado?

Saturday, May 13, 2006

Prosa - Pensamentos

Ontem, enquanto estavamos na discoteca, ocorreu-me pensar que não sei quando me tornei tão exigente com as pessoas. Talvez já o seja desde sempre, consequência imediata da minha observação atenta aos pequenos pormenores que de tão insignificantes, não fazem parte do Mundo real... E é ai que reside a minha tenacidade em compreender a minha própria filosofia: se não significam nada, porque hão-de significar-me tudo? Gostava de poder correr essa persiana dos meus olhos, ignorar a visão super-heroica que me desfigura o Mundo.
Apesar de a música não ser muito boa, foi fantástico sentir os meus pensamentos fluirem como um rio e a breve angustia de os ver precipitarem-se nas cataratas, a compreensão da minha pessoa, à proximidade dum precipício. Começo por ser exigente comigo mesma, e alterno entre a falta de auto-estima e um quase narcisismo espontâneo. A exigência aos outros é tão natural como olhar o espelho e esperar uma boa resposta.
Não é fácil chegar a uma conclusão destas, entre as batidas da música da discoteca, entre as pessoas que se parecem tanto, e que tanto fazem para se parecerem. Acabo por não perceber se não são exigentes ou se a exigência está em serem todos iguais.
Muitas vezes, antes de me aceitar na minha própria exigência, senti-me tentada a fugir. Hoje em dia, ninguém é mais implacável comigo do que eu. Se eu não o for com os outros, como posso regressar todas as noites para o espelho que me acolheu?